Eu fiquei na sua presença por uma hora ou menos
e o dia passava mais pra rápido do que pra lento
o sol encostou nos montes, ligeiramente morrendo
e um leve vento nos lábios e a lua crescendo no oceano
Seus olhos faiscaram estalos dentro do crepúsculo
e seus cabelos tomaram uma cor de bronze escuro
que coloriu meu sentimento mais obscuro
e seus lábios se aproximando e a lua brilhando no oceano
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
Eu tenho os olhos e você o sol e a luz
iremos passear pelo mundo de braços juntos
até a eternidade quando não houver mais futuro
que é o que está prestes a acontecer
E eu ainda carrego o colar que você me deu
que brilha no breu e enrosca nos cabelos seus
e mais um dia de verão escureceu
Que era o que estava prestes a acontecer
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
Aquela primavera floriu seus cabelos
na estação que o Brasil fica mais belo
e selou nosso amor quando o verão veio
Depois foi a época das chuvas e das cheias
que irrigou nosso amor mais livre ainda
e molhava seus cílios e sua boca nordestina
e te adubou e você ficou ainda mais linda
Na época do verão, das chuvas e das cheias
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
http://letras.terra.com.br/bob-dylan/310568/
Agora estou longe
Então tudo era muito lindo ontem
Hoje eu choro dia e noite
Porque ela não está mais
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Meus passos que vão pela estrada
Me largam à minha própria sorte
Nas planícies e nos montes
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E quando meus olhos a olhavam
E olhavam seus olhos bem perto
Agora nada mais enxergo
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E se eu não pertenço a ela
Não pertencerei a mais ninguém
E estarei onde ninguém me encontre
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E eu não estou em lugar nenhum
Também não estou indo para nenhum lugar
Somente estive com ela tempos longos
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E quando eu estava bem, eu estava lá
Mas quando não estou com ela, estou longe
Somente os ventos sabem por onde
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Para que tentações não me persigam
E solidão do escuro não me siga
Eu corro sem rumo de pega-esconde
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E choro hoje de noite,
como chorei a noite passada
E assim como chorei ontem, chorei anteontem
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E eu preencho meus dias
Preenchendo emoções vazias
Recostado na porta entre devaneios e sensações
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Assim como há céus e terra
Há distância entre amar e estar
E o que eu mais queria era estar perto
Mas eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Tudo era muito lindo ontem
Hoje eu choro dia e noite
Porque ela não está mais
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
http://letras.terra.com.br/bob-dylan/1226209/
Hoje eu choro dia e noite
Porque ela não está mais
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Meus passos que vão pela estrada
Me largam à minha própria sorte
Nas planícies e nos montes
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E quando meus olhos a olhavam
E olhavam seus olhos bem perto
Agora nada mais enxergo
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E se eu não pertenço a ela
Não pertencerei a mais ninguém
E estarei onde ninguém me encontre
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E eu não estou em lugar nenhum
Também não estou indo para nenhum lugar
Somente estive com ela tempos longos
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E quando eu estava bem, eu estava lá
Mas quando não estou com ela, estou longe
Somente os ventos sabem por onde
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Para que tentações não me persigam
E solidão do escuro não me siga
Eu corro sem rumo de pega-esconde
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E choro hoje de noite,
como chorei a noite passada
E assim como chorei ontem, chorei anteontem
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E eu preencho meus dias
Preenchendo emoções vazias
Recostado na porta entre devaneios e sensações
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Assim como há céus e terra
Há distância entre amar e estar
E o que eu mais queria era estar perto
Mas eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Tudo era muito lindo ontem
Hoje eu choro dia e noite
Porque ela não está mais
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
http://letras.terra.com.br/bob-dylan/1226209/
A moça que veio dos portos do nordeste
A moça veio dos portos do nordeste,
usando brincos e laço de fita no sol
Nunca tinha me visto nunca antes,
nem nunca olhado para os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
O nome da moça eu não sabia de cor,
eu vi que ela usava laço de fita no sol
Ao chegar ela olhou amplamente ao redor
mas encontrou apenas os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Não sabia ao certo porque vinha,
essas razões que o destino desconhece
Mas veio para ficar na minha vida,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Minha casa era pequena, numa rua bem estreita
Ela abriu uma fresta na porta da frente,
mas entrou e morou a vida inteira,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
De certo foi o vento
que trouxe a moça de repente
De certo foi mesmo,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
A moça veio dos portos do nordeste,
usando brincos e laço de fita no sol
Nunca tinha me visto nunca antes,
nem olhado para os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
O nome da moça eu não sabia de cor,
eu vi que ela usava laço de fita no sol
Ao chegar ela olhou amplamente ao redor
mas encontrou apenas meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
usando brincos e laço de fita no sol
Nunca tinha me visto nunca antes,
nem nunca olhado para os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
O nome da moça eu não sabia de cor,
eu vi que ela usava laço de fita no sol
Ao chegar ela olhou amplamente ao redor
mas encontrou apenas os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Não sabia ao certo porque vinha,
essas razões que o destino desconhece
Mas veio para ficar na minha vida,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Minha casa era pequena, numa rua bem estreita
Ela abriu uma fresta na porta da frente,
mas entrou e morou a vida inteira,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
De certo foi o vento
que trouxe a moça de repente
De certo foi mesmo,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
A moça veio dos portos do nordeste,
usando brincos e laço de fita no sol
Nunca tinha me visto nunca antes,
nem olhado para os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
O nome da moça eu não sabia de cor,
eu vi que ela usava laço de fita no sol
Ao chegar ela olhou amplamente ao redor
mas encontrou apenas meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Olhos de nordestina da costa
Já se avistam as jangadas minúsculas
pela distância entre terra e mar
Na claridade frouxa do crepúsculo
meu barco entra na baía bem devagar
E rente a embocadura da foz está
o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Após incontáveis dias de fogo
e infindáveis noites sem tréguas de água
a proa se aproxima do porto
e o barco deixa um rastro em arco e atraca
E vem um cheiro fresco de ostras
quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
O aceno da sua mão embranquece o dia
e umidece meu espírito mareado
O aceno de seu beijo adocica a maresia
e suaviza meu rosto de lado a lado
enquanto pescadores limpam peixes em postas
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Os arrecifes deixam meu coração duro
feito as pedras brutas que repousam na praia
sem vontade de navegar de novo no futuro
como as velhas canoas encalhadas na areia
que não zarpam de tantas idas, vindas e voltas
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
As fragatas à vela se lançam ao mar alto
e ganham o oceano em tempos de guerra
Mas minha roupa é de pescador de maré baixa
com as mãos em paz e o pé firme em terra
e a alma afetuosamente belicosa
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Meus pés pisam o píer e deixam o convés
onde o recife do seu olhar está à flor da água
e a orla de seus olhos, na borda das falésias
onde o bando de gaivotas juntam-se à beira-mar
E eu trago uma pérola preciosa na concha
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Há um vilarejo aqui que areja um vento bom
onde vou fazer minha morada
Depois de ter passado longe tempos longos
eu a vejo acenando da pedra da praia
com seus lábios de batom cor de rosa
e o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Já se avistam as jangadas minúsculas
pela distância entre terra e mar
Na claridade frouxa do crepúsculo
meu barco entra na baía bem devagar
E rente a embocadura da foz está
o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
pela distância entre terra e mar
Na claridade frouxa do crepúsculo
meu barco entra na baía bem devagar
E rente a embocadura da foz está
o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Após incontáveis dias de fogo
e infindáveis noites sem tréguas de água
a proa se aproxima do porto
e o barco deixa um rastro em arco e atraca
E vem um cheiro fresco de ostras
quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
O aceno da sua mão embranquece o dia
e umidece meu espírito mareado
O aceno de seu beijo adocica a maresia
e suaviza meu rosto de lado a lado
enquanto pescadores limpam peixes em postas
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Os arrecifes deixam meu coração duro
feito as pedras brutas que repousam na praia
sem vontade de navegar de novo no futuro
como as velhas canoas encalhadas na areia
que não zarpam de tantas idas, vindas e voltas
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
As fragatas à vela se lançam ao mar alto
e ganham o oceano em tempos de guerra
Mas minha roupa é de pescador de maré baixa
com as mãos em paz e o pé firme em terra
e a alma afetuosamente belicosa
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Meus pés pisam o píer e deixam o convés
onde o recife do seu olhar está à flor da água
e a orla de seus olhos, na borda das falésias
onde o bando de gaivotas juntam-se à beira-mar
E eu trago uma pérola preciosa na concha
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Há um vilarejo aqui que areja um vento bom
onde vou fazer minha morada
Depois de ter passado longe tempos longos
eu a vejo acenando da pedra da praia
com seus lábios de batom cor de rosa
e o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Já se avistam as jangadas minúsculas
pela distância entre terra e mar
Na claridade frouxa do crepúsculo
meu barco entra na baía bem devagar
E rente a embocadura da foz está
o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Olhos Nordestinos
Agora eu estou distante
em algum lugar bem longe
Vendo as ondas quebrarem espumantes
e o mar cair no longínquo horizonte
Navegando em mar revolto
navegando de mar em mar
Vagueiam meus olhos soltos
onde quer que ela possa estar
Atracando de porto em porto
atracando em cidades de cais
O remanso do meu olhar absorto
no balanço da saudade que vem e vai
Os albatrozes migratórios cruzam o oceano
e voam velozes para o lugar de destino
Meus olhos criam asas e lançam vista
mas não alcançam o fim longínquo
Os dias fendem os mares
As noites fendem minha retina
Os sóis incendeiam saudades fumegantes pelos ares
As luas inundam a exuberante beleza nordestina
Nos meus olhos cerrados em quimera
ela anda pela beira da praia com água pelas canelas
molhando a barra do vestido de flores de primavera
molhando meus olhos cerrados de saudade dela
A brisa fresca traz de remessas o orvalho
na maresia suspensa em um vento oestino
E atravessa a fresta dos meus olhos
a luz acesa dos olhos nordestinos
Quem dera estar agora de fronte
aos mesmos olhos nordestinos
Olhos de profundo horizonte
qual ao céu que descortina
Mas agora eu estou distante
em algum lugar bem longe
Vendo as ondas quebrarem espumantes
e o mar cair no longínquo horizonte
em algum lugar bem longe
Vendo as ondas quebrarem espumantes
e o mar cair no longínquo horizonte
Navegando em mar revolto
navegando de mar em mar
Vagueiam meus olhos soltos
onde quer que ela possa estar
Atracando de porto em porto
atracando em cidades de cais
O remanso do meu olhar absorto
no balanço da saudade que vem e vai
Os albatrozes migratórios cruzam o oceano
e voam velozes para o lugar de destino
Meus olhos criam asas e lançam vista
mas não alcançam o fim longínquo
Os dias fendem os mares
As noites fendem minha retina
Os sóis incendeiam saudades fumegantes pelos ares
As luas inundam a exuberante beleza nordestina
Nos meus olhos cerrados em quimera
ela anda pela beira da praia com água pelas canelas
molhando a barra do vestido de flores de primavera
molhando meus olhos cerrados de saudade dela
A brisa fresca traz de remessas o orvalho
na maresia suspensa em um vento oestino
E atravessa a fresta dos meus olhos
a luz acesa dos olhos nordestinos
Quem dera estar agora de fronte
aos mesmos olhos nordestinos
Olhos de profundo horizonte
qual ao céu que descortina
Mas agora eu estou distante
em algum lugar bem longe
Vendo as ondas quebrarem espumantes
e o mar cair no longínquo horizonte
À primeira vista
À primeira vista
Ela é uma mulher de fala delicada
daquelas tiradas das fábulas de fada
Seus lábios finos de cristal brilhante
me vieram na raridade tal um diamante
Lábios de beijo corado vermelho de fruta
e beijos são fáceis de achar
como o céu acha o sol depois da chuva
mas seu beijo molhado tem o gosto da uva
mais saborosa de se provar
Mulheres passam apressadas pelas ruas
Em leves passos lépidos ela flutua
Tornam-se elas propriedades alheias
por promessas quaisquer corriqueiras
de amores que não passam da meia-noite e meia
Sem que possa ser posse de alguém
não precisa jurar, pois já é verdadeira
Ela iluminou, como nunca, minha vida inteira
e desvanecem em sua penumbra todas que aparecem
Nos refinados lugares reservados
beldades de saltos e rostos maquiados
acendem românticas velas sobre a mesa
em cerimônia de luxo de princesa
Sem vaidade, ela brilha por si só
Seu traço facial me conquista
Ela é natural quando está no meio de nós
e simples com os pés descalços entre os girassóis
mas que me prendeu à primeira vista.
Ela é uma mulher de fala delicada
daquelas tiradas das fábulas de fada
Seus lábios finos de cristal brilhante
me vieram na raridade tal um diamante
Lábios de beijo corado vermelho de fruta
e beijos são fáceis de achar
como o céu acha o sol depois da chuva
mas seu beijo molhado tem o gosto da uva
mais saborosa de se provar
Mulheres passam apressadas pelas ruas
Em leves passos lépidos ela flutua
Tornam-se elas propriedades alheias
por promessas quaisquer corriqueiras
de amores que não passam da meia-noite e meia
Sem que possa ser posse de alguém
não precisa jurar, pois já é verdadeira
Ela iluminou, como nunca, minha vida inteira
e desvanecem em sua penumbra todas que aparecem
Nos refinados lugares reservados
beldades de saltos e rostos maquiados
acendem românticas velas sobre a mesa
em cerimônia de luxo de princesa
Sem vaidade, ela brilha por si só
Seu traço facial me conquista
Ela é natural quando está no meio de nós
e simples com os pés descalços entre os girassóis
mas que me prendeu à primeira vista.
Através da noite
Através da noite a tempestade desaba à beça
e bate com força na janela a água que o céu arremessa.
Com chuva na cabeça da tempestade que despenca,
fito os olhos, sem pressa, na sombra dela,
que projeta o perfil dos seus seios na cortina espessa.
Através da noite até que o dia amanheça
cuido sua janela, esperando que eu mereça
que ela acorde e saia na sacada,
na chuva fica mais bela,
e me veja na guia encharcada.
Através da noite pode até ser que eu adoeça
aqui fora no meio da chuva,
rezando para que um convite aconteça
para eu entrar na casa que ela mora
e, perto da brasa da lareira que chamusca,
guardar o sono dela até altas horas.
Através da noite pode até ser que eu apareça
no próximo enredo dos sonhos dela,
com frio e molhado debaixo da sua janela.
A água que despenca não cessa,
me mete medo e faz com que eu enfraqueça
imaginar segredos que ela não confessa.
Através da noite densa
com o lento ritmo d´água
as trevas acendem minha angústia imensa.
E choveu desde o primeiro momento,
engolindo seco minha mágoa,
sedento vou morrendo.
Através da noite molhada
abro mão da luz do novo dia.
Luz amarela que o sol irradia
renuncio por minha amada.
Abro mão do clarão dos meus dias
pelas noites na guia encharcada.
Vago através da noite calada
esperando debaixo da janela.
Espero por ela diante da sacada,
varando a madrugada solitária dentro,
sob o bruxulear de uma esperança singela,
sob a luz morta de uma simples vela,
somente guardando o sono dela.
e bate com força na janela a água que o céu arremessa.
Com chuva na cabeça da tempestade que despenca,
fito os olhos, sem pressa, na sombra dela,
que projeta o perfil dos seus seios na cortina espessa.
Através da noite até que o dia amanheça
cuido sua janela, esperando que eu mereça
que ela acorde e saia na sacada,
na chuva fica mais bela,
e me veja na guia encharcada.
Através da noite pode até ser que eu adoeça
aqui fora no meio da chuva,
rezando para que um convite aconteça
para eu entrar na casa que ela mora
e, perto da brasa da lareira que chamusca,
guardar o sono dela até altas horas.
Através da noite pode até ser que eu apareça
no próximo enredo dos sonhos dela,
com frio e molhado debaixo da sua janela.
A água que despenca não cessa,
me mete medo e faz com que eu enfraqueça
imaginar segredos que ela não confessa.
Através da noite densa
com o lento ritmo d´água
as trevas acendem minha angústia imensa.
E choveu desde o primeiro momento,
engolindo seco minha mágoa,
sedento vou morrendo.
Através da noite molhada
abro mão da luz do novo dia.
Luz amarela que o sol irradia
renuncio por minha amada.
Abro mão do clarão dos meus dias
pelas noites na guia encharcada.
Vago através da noite calada
esperando debaixo da janela.
Espero por ela diante da sacada,
varando a madrugada solitária dentro,
sob o bruxulear de uma esperança singela,
sob a luz morta de uma simples vela,
somente guardando o sono dela.
Assinar:
Postagens (Atom)