Como o sol
de manhã
Com o gosto
de hortelã
Sinta a aurora
boreal
Sinta a aurora
no hemisfério sul
Com degraus
cada escada
leva ao céu
Veja a Rosa
De Saron
Na aurora
Ô ô ô boreal
Na aurora
Ô ô ô do hemisfério sul
Cante os cantos
dos trovões
sinta o silêncio
das manhãs
Cante os cantos
de todas as vozes
sinta o silêncio
das manhãs
Como o sol
de manhã
Com o gosto
de hortelã
Sinta a aurora
boreal
Sinta a aurora
no hemisfério sul
Com degraus
cada escada
leva ao céu
Veja a Rosa
De Saron
Na aurora
Ô ô ô boreal
Na aurora
Ô ô ô do hemisfério sul
Cante os cantos
dos louvores
sinta os sabores
das manhãs
Cante os cantos
dos amores
sinta os sabores
das manhãs
Como o sol
de manhã
Com o gosto
de hortelã
Sinta a aurora
boreal
Sinta a aurora
no hemisfério sul
Com degraus
cada escada
leva ao céu
Veja a Rosa
De Saron
Na aurora
Ô ô ô boreal
Na aurora
Ô ô ô do hemisfério sul
Cante os cantos
das crianças
sinta o novo
nas manhãs
Cante os cantos
da mudança
Sinta o novo
nas manhãs
Como o sol
de manhã
Com o gosto
de hortelã
Sinta a aurora
boreal
Sinta a aurora
no hemisfério sul
Com degraus
cada escada
leva ao céu
Veja a Rosa
De Saron
Na aurora
Ô ô ô boreal
Na aurora
Ô ô ô do hemisfério sul
Cante os cantos
dos poetas
sinta e veja
as manhãs
cante os cantos
dos profetas
sinta e veja
as manhãs
Como o sol
de manhã
Com o gosto
de hortelã
Sinta a aurora
Ô ô ô
boreal
Ô ô ô
Sinta a aurora
Ô ô ô
no hemisfério sul
Ô ô ô
Com degraus
Ô ô ô
cada escada
Ô ô ô
leva ao céu
Ô ô ô
Veja a Rosa
Ô ô ô
De Saron
Ô ô ô
Na aurora
Ô ô ô boreal
Na aurora
Ô ô ô
Do hemisfério sul
Noites de verão do Brasil
Eu fiquei na sua presença por uma hora ou menos
e o dia passava mais pra rápido do que pra lento
o sol encostou nos montes, ligeiramente morrendo
e um leve vento nos lábios e a lua crescendo no oceano
Seus olhos faiscaram estalos dentro do crepúsculo
e seus cabelos tomaram uma cor de bronze escuro
que coloriu meu sentimento mais obscuro
e seus lábios se aproximando e a lua brilhando no oceano
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
Eu tenho os olhos e você o sol e a luz
iremos passear pelo mundo de braços juntos
até a eternidade quando não houver mais futuro
que é o que está prestes a acontecer
E eu ainda carrego o colar que você me deu
que brilha no breu e enrosca nos cabelos seus
e mais um dia de verão escureceu
Que era o que estava prestes a acontecer
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
Aquela primavera floriu seus cabelos
na estação que o Brasil fica mais belo
e selou nosso amor quando o verão veio
Depois foi a época das chuvas e das cheias
que irrigou nosso amor mais livre ainda
e molhava seus cílios e sua boca nordestina
e te adubou e você ficou ainda mais linda
Na época do verão, das chuvas e das cheias
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
http://letras.terra.com.br/bob-dylan/310568/
e o dia passava mais pra rápido do que pra lento
o sol encostou nos montes, ligeiramente morrendo
e um leve vento nos lábios e a lua crescendo no oceano
Seus olhos faiscaram estalos dentro do crepúsculo
e seus cabelos tomaram uma cor de bronze escuro
que coloriu meu sentimento mais obscuro
e seus lábios se aproximando e a lua brilhando no oceano
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
Eu tenho os olhos e você o sol e a luz
iremos passear pelo mundo de braços juntos
até a eternidade quando não houver mais futuro
que é o que está prestes a acontecer
E eu ainda carrego o colar que você me deu
que brilha no breu e enrosca nos cabelos seus
e mais um dia de verão escureceu
Que era o que estava prestes a acontecer
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
Aquela primavera floriu seus cabelos
na estação que o Brasil fica mais belo
e selou nosso amor quando o verão veio
Depois foi a época das chuvas e das cheias
que irrigou nosso amor mais livre ainda
e molhava seus cílios e sua boca nordestina
e te adubou e você ficou ainda mais linda
Na época do verão, das chuvas e das cheias
Foi no verão, foi no verão
Nas noites de verão do Brasil
Foi no verão, foi no verão
Na noites de verão que você veio pra mim
http://letras.terra.com.br/bob-dylan/310568/
Agora estou longe
Então tudo era muito lindo ontem
Hoje eu choro dia e noite
Porque ela não está mais
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Meus passos que vão pela estrada
Me largam à minha própria sorte
Nas planícies e nos montes
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E quando meus olhos a olhavam
E olhavam seus olhos bem perto
Agora nada mais enxergo
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E se eu não pertenço a ela
Não pertencerei a mais ninguém
E estarei onde ninguém me encontre
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E eu não estou em lugar nenhum
Também não estou indo para nenhum lugar
Somente estive com ela tempos longos
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E quando eu estava bem, eu estava lá
Mas quando não estou com ela, estou longe
Somente os ventos sabem por onde
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Para que tentações não me persigam
E solidão do escuro não me siga
Eu corro sem rumo de pega-esconde
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E choro hoje de noite,
como chorei a noite passada
E assim como chorei ontem, chorei anteontem
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E eu preencho meus dias
Preenchendo emoções vazias
Recostado na porta entre devaneios e sensações
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Assim como há céus e terra
Há distância entre amar e estar
E o que eu mais queria era estar perto
Mas eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Tudo era muito lindo ontem
Hoje eu choro dia e noite
Porque ela não está mais
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
http://letras.terra.com.br/bob-dylan/1226209/
Hoje eu choro dia e noite
Porque ela não está mais
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Meus passos que vão pela estrada
Me largam à minha própria sorte
Nas planícies e nos montes
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E quando meus olhos a olhavam
E olhavam seus olhos bem perto
Agora nada mais enxergo
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E se eu não pertenço a ela
Não pertencerei a mais ninguém
E estarei onde ninguém me encontre
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E eu não estou em lugar nenhum
Também não estou indo para nenhum lugar
Somente estive com ela tempos longos
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E quando eu estava bem, eu estava lá
Mas quando não estou com ela, estou longe
Somente os ventos sabem por onde
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Para que tentações não me persigam
E solidão do escuro não me siga
Eu corro sem rumo de pega-esconde
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E choro hoje de noite,
como chorei a noite passada
E assim como chorei ontem, chorei anteontem
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
E eu preencho meus dias
Preenchendo emoções vazias
Recostado na porta entre devaneios e sensações
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Assim como há céus e terra
Há distância entre amar e estar
E o que eu mais queria era estar perto
Mas eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
Tudo era muito lindo ontem
Hoje eu choro dia e noite
Porque ela não está mais
Porque eu não estou com ela,
Porque agora estou bem longe
http://letras.terra.com.br/bob-dylan/1226209/
A moça que veio dos portos do nordeste
A moça veio dos portos do nordeste,
usando brincos e laço de fita no sol
Nunca tinha me visto nunca antes,
nem nunca olhado para os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
O nome da moça eu não sabia de cor,
eu vi que ela usava laço de fita no sol
Ao chegar ela olhou amplamente ao redor
mas encontrou apenas os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Não sabia ao certo porque vinha,
essas razões que o destino desconhece
Mas veio para ficar na minha vida,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Minha casa era pequena, numa rua bem estreita
Ela abriu uma fresta na porta da frente,
mas entrou e morou a vida inteira,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
De certo foi o vento
que trouxe a moça de repente
De certo foi mesmo,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
A moça veio dos portos do nordeste,
usando brincos e laço de fita no sol
Nunca tinha me visto nunca antes,
nem olhado para os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
O nome da moça eu não sabia de cor,
eu vi que ela usava laço de fita no sol
Ao chegar ela olhou amplamente ao redor
mas encontrou apenas meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
usando brincos e laço de fita no sol
Nunca tinha me visto nunca antes,
nem nunca olhado para os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
O nome da moça eu não sabia de cor,
eu vi que ela usava laço de fita no sol
Ao chegar ela olhou amplamente ao redor
mas encontrou apenas os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Não sabia ao certo porque vinha,
essas razões que o destino desconhece
Mas veio para ficar na minha vida,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Minha casa era pequena, numa rua bem estreita
Ela abriu uma fresta na porta da frente,
mas entrou e morou a vida inteira,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
De certo foi o vento
que trouxe a moça de repente
De certo foi mesmo,
a moça que veio dos portos do nordeste
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
A moça veio dos portos do nordeste,
usando brincos e laço de fita no sol
Nunca tinha me visto nunca antes,
nem olhado para os meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
O nome da moça eu não sabia de cor,
eu vi que ela usava laço de fita no sol
Ao chegar ela olhou amplamente ao redor
mas encontrou apenas meus olhos
Eu estava aqui procurando emprego,
pegar dinheiro e embora quando desse
Mas ela pegou meu coração primeiro,
a moça que veio dos portos do nordeste
Olhos de nordestina da costa
Já se avistam as jangadas minúsculas
pela distância entre terra e mar
Na claridade frouxa do crepúsculo
meu barco entra na baía bem devagar
E rente a embocadura da foz está
o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Após incontáveis dias de fogo
e infindáveis noites sem tréguas de água
a proa se aproxima do porto
e o barco deixa um rastro em arco e atraca
E vem um cheiro fresco de ostras
quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
O aceno da sua mão embranquece o dia
e umidece meu espírito mareado
O aceno de seu beijo adocica a maresia
e suaviza meu rosto de lado a lado
enquanto pescadores limpam peixes em postas
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Os arrecifes deixam meu coração duro
feito as pedras brutas que repousam na praia
sem vontade de navegar de novo no futuro
como as velhas canoas encalhadas na areia
que não zarpam de tantas idas, vindas e voltas
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
As fragatas à vela se lançam ao mar alto
e ganham o oceano em tempos de guerra
Mas minha roupa é de pescador de maré baixa
com as mãos em paz e o pé firme em terra
e a alma afetuosamente belicosa
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Meus pés pisam o píer e deixam o convés
onde o recife do seu olhar está à flor da água
e a orla de seus olhos, na borda das falésias
onde o bando de gaivotas juntam-se à beira-mar
E eu trago uma pérola preciosa na concha
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Há um vilarejo aqui que areja um vento bom
onde vou fazer minha morada
Depois de ter passado longe tempos longos
eu a vejo acenando da pedra da praia
com seus lábios de batom cor de rosa
e o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Já se avistam as jangadas minúsculas
pela distância entre terra e mar
Na claridade frouxa do crepúsculo
meu barco entra na baía bem devagar
E rente a embocadura da foz está
o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
pela distância entre terra e mar
Na claridade frouxa do crepúsculo
meu barco entra na baía bem devagar
E rente a embocadura da foz está
o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Após incontáveis dias de fogo
e infindáveis noites sem tréguas de água
a proa se aproxima do porto
e o barco deixa um rastro em arco e atraca
E vem um cheiro fresco de ostras
quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
O aceno da sua mão embranquece o dia
e umidece meu espírito mareado
O aceno de seu beijo adocica a maresia
e suaviza meu rosto de lado a lado
enquanto pescadores limpam peixes em postas
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Os arrecifes deixam meu coração duro
feito as pedras brutas que repousam na praia
sem vontade de navegar de novo no futuro
como as velhas canoas encalhadas na areia
que não zarpam de tantas idas, vindas e voltas
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
As fragatas à vela se lançam ao mar alto
e ganham o oceano em tempos de guerra
Mas minha roupa é de pescador de maré baixa
com as mãos em paz e o pé firme em terra
e a alma afetuosamente belicosa
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Meus pés pisam o píer e deixam o convés
onde o recife do seu olhar está à flor da água
e a orla de seus olhos, na borda das falésias
onde o bando de gaivotas juntam-se à beira-mar
E eu trago uma pérola preciosa na concha
Quando vejo o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Há um vilarejo aqui que areja um vento bom
onde vou fazer minha morada
Depois de ter passado longe tempos longos
eu a vejo acenando da pedra da praia
com seus lábios de batom cor de rosa
e o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Já se avistam as jangadas minúsculas
pela distância entre terra e mar
Na claridade frouxa do crepúsculo
meu barco entra na baía bem devagar
E rente a embocadura da foz está
o farol de fonte luminosa
de seus olhos de nordestina da costa
Olhos Nordestinos
Agora eu estou distante
em algum lugar bem longe
Vendo as ondas quebrarem espumantes
e o mar cair no longínquo horizonte
Navegando em mar revolto
navegando de mar em mar
Vagueiam meus olhos soltos
onde quer que ela possa estar
Atracando de porto em porto
atracando em cidades de cais
O remanso do meu olhar absorto
no balanço da saudade que vem e vai
Os albatrozes migratórios cruzam o oceano
e voam velozes para o lugar de destino
Meus olhos criam asas e lançam vista
mas não alcançam o fim longínquo
Os dias fendem os mares
As noites fendem minha retina
Os sóis incendeiam saudades fumegantes pelos ares
As luas inundam a exuberante beleza nordestina
Nos meus olhos cerrados em quimera
ela anda pela beira da praia com água pelas canelas
molhando a barra do vestido de flores de primavera
molhando meus olhos cerrados de saudade dela
A brisa fresca traz de remessas o orvalho
na maresia suspensa em um vento oestino
E atravessa a fresta dos meus olhos
a luz acesa dos olhos nordestinos
Quem dera estar agora de fronte
aos mesmos olhos nordestinos
Olhos de profundo horizonte
qual ao céu que descortina
Mas agora eu estou distante
em algum lugar bem longe
Vendo as ondas quebrarem espumantes
e o mar cair no longínquo horizonte
em algum lugar bem longe
Vendo as ondas quebrarem espumantes
e o mar cair no longínquo horizonte
Navegando em mar revolto
navegando de mar em mar
Vagueiam meus olhos soltos
onde quer que ela possa estar
Atracando de porto em porto
atracando em cidades de cais
O remanso do meu olhar absorto
no balanço da saudade que vem e vai
Os albatrozes migratórios cruzam o oceano
e voam velozes para o lugar de destino
Meus olhos criam asas e lançam vista
mas não alcançam o fim longínquo
Os dias fendem os mares
As noites fendem minha retina
Os sóis incendeiam saudades fumegantes pelos ares
As luas inundam a exuberante beleza nordestina
Nos meus olhos cerrados em quimera
ela anda pela beira da praia com água pelas canelas
molhando a barra do vestido de flores de primavera
molhando meus olhos cerrados de saudade dela
A brisa fresca traz de remessas o orvalho
na maresia suspensa em um vento oestino
E atravessa a fresta dos meus olhos
a luz acesa dos olhos nordestinos
Quem dera estar agora de fronte
aos mesmos olhos nordestinos
Olhos de profundo horizonte
qual ao céu que descortina
Mas agora eu estou distante
em algum lugar bem longe
Vendo as ondas quebrarem espumantes
e o mar cair no longínquo horizonte
À primeira vista
À primeira vista
Ela é uma mulher de fala delicada
daquelas tiradas das fábulas de fada
Seus lábios finos de cristal brilhante
me vieram na raridade tal um diamante
Lábios de beijo corado vermelho de fruta
e beijos são fáceis de achar
como o céu acha o sol depois da chuva
mas seu beijo molhado tem o gosto da uva
mais saborosa de se provar
Mulheres passam apressadas pelas ruas
Em leves passos lépidos ela flutua
Tornam-se elas propriedades alheias
por promessas quaisquer corriqueiras
de amores que não passam da meia-noite e meia
Sem que possa ser posse de alguém
não precisa jurar, pois já é verdadeira
Ela iluminou, como nunca, minha vida inteira
e desvanecem em sua penumbra todas que aparecem
Nos refinados lugares reservados
beldades de saltos e rostos maquiados
acendem românticas velas sobre a mesa
em cerimônia de luxo de princesa
Sem vaidade, ela brilha por si só
Seu traço facial me conquista
Ela é natural quando está no meio de nós
e simples com os pés descalços entre os girassóis
mas que me prendeu à primeira vista.
Ela é uma mulher de fala delicada
daquelas tiradas das fábulas de fada
Seus lábios finos de cristal brilhante
me vieram na raridade tal um diamante
Lábios de beijo corado vermelho de fruta
e beijos são fáceis de achar
como o céu acha o sol depois da chuva
mas seu beijo molhado tem o gosto da uva
mais saborosa de se provar
Mulheres passam apressadas pelas ruas
Em leves passos lépidos ela flutua
Tornam-se elas propriedades alheias
por promessas quaisquer corriqueiras
de amores que não passam da meia-noite e meia
Sem que possa ser posse de alguém
não precisa jurar, pois já é verdadeira
Ela iluminou, como nunca, minha vida inteira
e desvanecem em sua penumbra todas que aparecem
Nos refinados lugares reservados
beldades de saltos e rostos maquiados
acendem românticas velas sobre a mesa
em cerimônia de luxo de princesa
Sem vaidade, ela brilha por si só
Seu traço facial me conquista
Ela é natural quando está no meio de nós
e simples com os pés descalços entre os girassóis
mas que me prendeu à primeira vista.
Através da noite
Através da noite a tempestade desaba à beça
e bate com força na janela a água que o céu arremessa.
Com chuva na cabeça da tempestade que despenca,
fito os olhos, sem pressa, na sombra dela,
que projeta o perfil dos seus seios na cortina espessa.
Através da noite até que o dia amanheça
cuido sua janela, esperando que eu mereça
que ela acorde e saia na sacada,
na chuva fica mais bela,
e me veja na guia encharcada.
Através da noite pode até ser que eu adoeça
aqui fora no meio da chuva,
rezando para que um convite aconteça
para eu entrar na casa que ela mora
e, perto da brasa da lareira que chamusca,
guardar o sono dela até altas horas.
Através da noite pode até ser que eu apareça
no próximo enredo dos sonhos dela,
com frio e molhado debaixo da sua janela.
A água que despenca não cessa,
me mete medo e faz com que eu enfraqueça
imaginar segredos que ela não confessa.
Através da noite densa
com o lento ritmo d´água
as trevas acendem minha angústia imensa.
E choveu desde o primeiro momento,
engolindo seco minha mágoa,
sedento vou morrendo.
Através da noite molhada
abro mão da luz do novo dia.
Luz amarela que o sol irradia
renuncio por minha amada.
Abro mão do clarão dos meus dias
pelas noites na guia encharcada.
Vago através da noite calada
esperando debaixo da janela.
Espero por ela diante da sacada,
varando a madrugada solitária dentro,
sob o bruxulear de uma esperança singela,
sob a luz morta de uma simples vela,
somente guardando o sono dela.
e bate com força na janela a água que o céu arremessa.
Com chuva na cabeça da tempestade que despenca,
fito os olhos, sem pressa, na sombra dela,
que projeta o perfil dos seus seios na cortina espessa.
Através da noite até que o dia amanheça
cuido sua janela, esperando que eu mereça
que ela acorde e saia na sacada,
na chuva fica mais bela,
e me veja na guia encharcada.
Através da noite pode até ser que eu adoeça
aqui fora no meio da chuva,
rezando para que um convite aconteça
para eu entrar na casa que ela mora
e, perto da brasa da lareira que chamusca,
guardar o sono dela até altas horas.
Através da noite pode até ser que eu apareça
no próximo enredo dos sonhos dela,
com frio e molhado debaixo da sua janela.
A água que despenca não cessa,
me mete medo e faz com que eu enfraqueça
imaginar segredos que ela não confessa.
Através da noite densa
com o lento ritmo d´água
as trevas acendem minha angústia imensa.
E choveu desde o primeiro momento,
engolindo seco minha mágoa,
sedento vou morrendo.
Através da noite molhada
abro mão da luz do novo dia.
Luz amarela que o sol irradia
renuncio por minha amada.
Abro mão do clarão dos meus dias
pelas noites na guia encharcada.
Vago através da noite calada
esperando debaixo da janela.
Espero por ela diante da sacada,
varando a madrugada solitária dentro,
sob o bruxulear de uma esperança singela,
sob a luz morta de uma simples vela,
somente guardando o sono dela.
Brilho claro dos seus olhos verdes de além mar (Bob Dylan)
- Estou navegando em noites sem cessar.
Chuva ou sol, estou navegando.
Existe algo que eu possa te enviar através do mar,
do lugar onde estarei desembarcando?
- Não. Não há nada que você possa me enviar.
Não há nada que eu queira estar possuindo.
Apenas traga seu barco onde eu possa te avistar,
através desse grande misterioso oceano bravio.
- Mas eu pensei que você pudesse desejar algo bonito,
feito de prata ou de brilhante,
qualquer um do lugar mais recôndito,
qualquer um do lugar mais distante.
- Mas mesmo se eu tivesse a estrela do mais escuro céu
e a pérola do mais profundo oceano,
eu renunciaria tudo pelo seu beijo de mel,
eu renunciaria tudo para dizer que te amo.
- Por um longo tempo posso me ausentar.
A única coisa que estou te perguntando
é se há algo que eu possa te enviar para você me imaginar,
e assim não perceber o tempo passando.
- Não há nada que você possa me enviar,
apenas me traria tristeza.
A única coisa que quero é te tocar
e ver de perto sua beleza.
- Nas noites, nos meus sonhos, você sempre está por perto.
Nos meus devaneios sua imagem é a primeira.
Para aliviar o escuro das noites longas e o futuro do amanhã incerto,
eu te enviaria a luz da mais distante estrela.
- Como pode achar que eu queira algo para me aliviar.
Como pode me perguntar novamente,
se os mesmos olhos que desejo hoje de além mar,
sempre vou desejar futuramente.
Eu recebi uma carta num vazio dia chuvoso,
que vinha de onde ele estava ancorado,
dizendo “Não sei quando estarei em casa de novo,
isto depende do alívio do mar perturbado”.
- Não escolha nenhuma baía mansa para aportar,
não há corrente marítima nesses ancoradouros
que faça você rapidamente navegar
para casa de retorno, seu mais seguro porto.
- Meu amor, você deve voltar ligeiro,
pois tenho certeza que sua mente está vagando,
tenho certeza que seu coração não está mais em mim por inteiro,
mas, sim, no horizonte para onde você está navegando.
- Então preste atenção no tempo e nos ventos.
Preste atenção na mudança do balanço do mar.
Sim, existe algo que podes me enviar neste momento,
o brilho claro dos seus olhos verdes de além mar.
Chuva ou sol, estou navegando.
Existe algo que eu possa te enviar através do mar,
do lugar onde estarei desembarcando?
- Não. Não há nada que você possa me enviar.
Não há nada que eu queira estar possuindo.
Apenas traga seu barco onde eu possa te avistar,
através desse grande misterioso oceano bravio.
- Mas eu pensei que você pudesse desejar algo bonito,
feito de prata ou de brilhante,
qualquer um do lugar mais recôndito,
qualquer um do lugar mais distante.
- Mas mesmo se eu tivesse a estrela do mais escuro céu
e a pérola do mais profundo oceano,
eu renunciaria tudo pelo seu beijo de mel,
eu renunciaria tudo para dizer que te amo.
- Por um longo tempo posso me ausentar.
A única coisa que estou te perguntando
é se há algo que eu possa te enviar para você me imaginar,
e assim não perceber o tempo passando.
- Não há nada que você possa me enviar,
apenas me traria tristeza.
A única coisa que quero é te tocar
e ver de perto sua beleza.
- Nas noites, nos meus sonhos, você sempre está por perto.
Nos meus devaneios sua imagem é a primeira.
Para aliviar o escuro das noites longas e o futuro do amanhã incerto,
eu te enviaria a luz da mais distante estrela.
- Como pode achar que eu queira algo para me aliviar.
Como pode me perguntar novamente,
se os mesmos olhos que desejo hoje de além mar,
sempre vou desejar futuramente.
Eu recebi uma carta num vazio dia chuvoso,
que vinha de onde ele estava ancorado,
dizendo “Não sei quando estarei em casa de novo,
isto depende do alívio do mar perturbado”.
- Não escolha nenhuma baía mansa para aportar,
não há corrente marítima nesses ancoradouros
que faça você rapidamente navegar
para casa de retorno, seu mais seguro porto.
- Meu amor, você deve voltar ligeiro,
pois tenho certeza que sua mente está vagando,
tenho certeza que seu coração não está mais em mim por inteiro,
mas, sim, no horizonte para onde você está navegando.
- Então preste atenção no tempo e nos ventos.
Preste atenção na mudança do balanço do mar.
Sim, existe algo que podes me enviar neste momento,
o brilho claro dos seus olhos verdes de além mar.
Brisa do céu arejado
Minha Brisa sopra em silêncio
na mais pura inocência
Eu sei que ela é de verdade
pois ela é cálida por fogo
e gélida por jogo de vaidade
As flores no meu jardim são para conquistá-la
que oscilam em promessas com o passar das horas
que mostram em festa o quê minha pele aflora
que jogam pétalas de flores ao céu arejado
mas nada disso e nada mais pode comprá-la.
Minha Brisa sopra suavemente
com bondade permanente
Eu sei que ela é fascinante
pois ela é fugaz, branda e esvoaçante
lançando à toa seus cabelos serpenteantes
Os cata-ventos nos campos são para agarrá-la
no entanto ela passa alta em ventania
voando na asa d´um vendaval furioso à revelia
quando vasa de chofre salta no céu arejado
mas nada disso e nada mais pode pará-la.
Minha Brisa sopra cantando
doces acalantos vão me guiando
Ela tem contornos maravilhosos
e gera um ciclone entre o céu e o solo
que projeta o charme de sua silhueta em meus olhos
Ela dança num vaivém de uma brisa nordestina
Seu sopro doce é como se fosse um toque de mulher
o zumbido de seu vento é um gemido de mulher
quando se desvanece de chofre no céu arejado
se desfaz e tece a face de uma menina.
na mais pura inocência
Eu sei que ela é de verdade
pois ela é cálida por fogo
e gélida por jogo de vaidade
As flores no meu jardim são para conquistá-la
que oscilam em promessas com o passar das horas
que mostram em festa o quê minha pele aflora
que jogam pétalas de flores ao céu arejado
mas nada disso e nada mais pode comprá-la.
Minha Brisa sopra suavemente
com bondade permanente
Eu sei que ela é fascinante
pois ela é fugaz, branda e esvoaçante
lançando à toa seus cabelos serpenteantes
Os cata-ventos nos campos são para agarrá-la
no entanto ela passa alta em ventania
voando na asa d´um vendaval furioso à revelia
quando vasa de chofre salta no céu arejado
mas nada disso e nada mais pode pará-la.
Minha Brisa sopra cantando
doces acalantos vão me guiando
Ela tem contornos maravilhosos
e gera um ciclone entre o céu e o solo
que projeta o charme de sua silhueta em meus olhos
Ela dança num vaivém de uma brisa nordestina
Seu sopro doce é como se fosse um toque de mulher
o zumbido de seu vento é um gemido de mulher
quando se desvanece de chofre no céu arejado
se desfaz e tece a face de uma menina.
Corações pulsantes / Carta para um amigo
Aqui estou, indo pela trilha da estrada
pisando antigas pegadas semi apagadas
Criando passos para um mundo de pessoas
quando passo pelas ruas andando à toa
os pássaros planam alto em pleno vôo
Eu sei que você tem olhos que podem ver
essas linhas tortuosas que insisto em fazer
Rasas rimas lisas de poesia que se esborracham
quando escorregam pelos dedos da minha mão
de uma profunda amizade entre o céu e o chão
É engraçado esse caso
de levar a vida com mania de dar risada
pois a vida aprisiona o corpo mas liberta a mente
E amizade não é escracho nem piada,
é pura vida dada ao acaso
é pura vida que bate forte nos corações pulsantes
Esta sai para lembrar outros amigos também
e para todos os outros que me querem bem
Esta vai para o coração e as mãos do homem
que aparece nas horas quando todos fogem
e que vem com o vento e com a poeira, some
Posso ir embora para sempre a qualquer instante
mas as lembranças baterão nos corações pulsantes
A última coisa que quero dizer antes de terminar,
é assim como a chuva sempre vai cair e o sol sempre vai raiar,
certos caminhos sempre vão se cruzar
pisando antigas pegadas semi apagadas
Criando passos para um mundo de pessoas
quando passo pelas ruas andando à toa
os pássaros planam alto em pleno vôo
Eu sei que você tem olhos que podem ver
essas linhas tortuosas que insisto em fazer
Rasas rimas lisas de poesia que se esborracham
quando escorregam pelos dedos da minha mão
de uma profunda amizade entre o céu e o chão
É engraçado esse caso
de levar a vida com mania de dar risada
pois a vida aprisiona o corpo mas liberta a mente
E amizade não é escracho nem piada,
é pura vida dada ao acaso
é pura vida que bate forte nos corações pulsantes
Esta sai para lembrar outros amigos também
e para todos os outros que me querem bem
Esta vai para o coração e as mãos do homem
que aparece nas horas quando todos fogem
e que vem com o vento e com a poeira, some
Posso ir embora para sempre a qualquer instante
mas as lembranças baterão nos corações pulsantes
A última coisa que quero dizer antes de terminar,
é assim como a chuva sempre vai cair e o sol sempre vai raiar,
certos caminhos sempre vão se cruzar
Deite linda dama (Bob Dylan)
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama
Sejam as cores que colorem sua mente,
junte-as e pinte sonhos reluzentes
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama
Fique, linda dama
Fique com teu homem um pouco
Ao nascer do dia, deixe-me vê-la fazê-lo louco
Seu corpo pesa, mas a alma está leve
e você é a melhor coisa que ele já teve.
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama
Fique, linda dama
Fique com teu homem um pouco
Prá quê esperar pela noite prá ver as estrelas,
se você tem o sol, a estrela mais quente?
Prá quê esperar pela pessoa que você ama,
quando ela está em pé à sua frente?
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama de madeira
Fique, linda dama
Fique com teu homem a noite inteira
Eu anseio por te ver na luz da manhã
Eu anseio por tocar sua mão amanhã
Eu anseio por você chegar de repente
Fique, linda dama
Fique enquanto a noite ainda está pela frente
Deite em minha grande cama
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama
Sejam as cores que colorem sua mente,
junte-as e pinte sonhos reluzentes
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama
Fique, linda dama
Fique com teu homem um pouco
Ao nascer do dia, deixe-me vê-la fazê-lo louco
Seu corpo pesa, mas a alma está leve
e você é a melhor coisa que ele já teve.
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama
Fique, linda dama
Fique com teu homem um pouco
Prá quê esperar pela noite prá ver as estrelas,
se você tem o sol, a estrela mais quente?
Prá quê esperar pela pessoa que você ama,
quando ela está em pé à sua frente?
Deite, linda dama
Deite em minha grande cama de madeira
Fique, linda dama
Fique com teu homem a noite inteira
Eu anseio por te ver na luz da manhã
Eu anseio por tocar sua mão amanhã
Eu anseio por você chegar de repente
Fique, linda dama
Fique enquanto a noite ainda está pela frente
Dono da Terra
Escute atento, donos da terra
Você que é dono de terra e gente
Você que é dono do rio e da serra
Você que é dono da fauna existente
Você que é dono da flora de um lugar
Você que é dono do lugar de um povo
Você que é dono da água e do ar
Escute os sinais que emana do novo
Você mantém seu velho conceito,
que passa de geração em geração
Mas o suor que escorre no meu peito
cai como gotas de sangue no chão,
que serve como adubo para fecundar
a semente de uma flor mais colorida,
que vai fazer seu velho conceito mudar,
que vai brotar uma nova filosofia de vida
Você que não sabe a cor do mato,
que não sabe o peso da enxada,
não sabe a chaga de lado a lado
que perfuram as mãos rachadas
Você consegue a pior proeza,
proeza de manipular tudo na vida
simplesmente atrás de uma mesa,
e castra e mata e não hesita.
Você que jamais plantará nada
e não quer nada repartir
Você brinca com nosso mundo
para depois gozar e sorrir
Você põe armas nas mãos ferozes,
se esconde e foge para algum lugar,
vira as costas e corre depressa
quando as rápidas balas cruzam o ar
Como um velho potoqueiro
você mente e engana
Cada pedaço de terra grilada
na mais infame barganha
Mas eu vejo através dos seus olhos,
eu vejo estampado no seu rosto,
assim como eu vejo através da água
que corre pelo cano do seu esgoto
Você prepara o gatilho
para que seu capanga puxe
Então você senta e observa
sua terra de onde nada surge
E sua consciência tranquila
admira suas terras devolutas
enquanto vagam espectros de alma
mortos pela sua força bruta
Você causa o pior medo
que alguém pode temer
Medo de colocar filhos no mundo
sem um pedaço de chão para viver
Você ameaça nossos filhos
ainda recém-nascidos e sem nome
Você não tem peso, não vale nada,
como não vale o pão que come
Eu não sei de muita coisa
mas falo com segurança
Você impede que minha voz ecoe,
mas eu não perco a esperança
Porém, existe uma coisa que sei,
e sei bem para dizer,
que ninguém nunca perdoaria
o pouco chão que você não quer ceder
Deixe-me saber de uma coisa,
o seu dinheiro é assim tão poderoso
que pode comprar seu perdão?
Mas Deus não vai ser tão bondoso
e você acabará descobrindo
na hora que sua morte chegar,
que toda terra e dinheiro que você tem
não podem sua alma comprar
Este latifúndio se confunde com o horizonte
Esta terra na sua mão está condenada
Você não tem noção dessa amplidão,
como não sabe que sua sorte está lançada
Para mim a morte é uma mulher bela
e serei cavalheiro e galante perante ela
Trabalhar o chão não é nenhum mal
Eu te peço um pedaço de terra,
e você me dá uma bala letal
Mas sua hora também vai chegar
E vai chegar bem devagar,
E vai chegar sem fazer alarde
Minha alma seguirá por último seu enterro
no crepúsculo morto do fim de tarde,
e ficará te observando sendo baixado
até o fundo escuro da sua cova medida,
e planará diante do seu túmulo
até estar certo de que foi a última porçãoque lhe restou no fim da vida
Você que é dono de terra e gente
Você que é dono do rio e da serra
Você que é dono da fauna existente
Você que é dono da flora de um lugar
Você que é dono do lugar de um povo
Você que é dono da água e do ar
Escute os sinais que emana do novo
Você mantém seu velho conceito,
que passa de geração em geração
Mas o suor que escorre no meu peito
cai como gotas de sangue no chão,
que serve como adubo para fecundar
a semente de uma flor mais colorida,
que vai fazer seu velho conceito mudar,
que vai brotar uma nova filosofia de vida
Você que não sabe a cor do mato,
que não sabe o peso da enxada,
não sabe a chaga de lado a lado
que perfuram as mãos rachadas
Você consegue a pior proeza,
proeza de manipular tudo na vida
simplesmente atrás de uma mesa,
e castra e mata e não hesita.
Você que jamais plantará nada
e não quer nada repartir
Você brinca com nosso mundo
para depois gozar e sorrir
Você põe armas nas mãos ferozes,
se esconde e foge para algum lugar,
vira as costas e corre depressa
quando as rápidas balas cruzam o ar
Como um velho potoqueiro
você mente e engana
Cada pedaço de terra grilada
na mais infame barganha
Mas eu vejo através dos seus olhos,
eu vejo estampado no seu rosto,
assim como eu vejo através da água
que corre pelo cano do seu esgoto
Você prepara o gatilho
para que seu capanga puxe
Então você senta e observa
sua terra de onde nada surge
E sua consciência tranquila
admira suas terras devolutas
enquanto vagam espectros de alma
mortos pela sua força bruta
Você causa o pior medo
que alguém pode temer
Medo de colocar filhos no mundo
sem um pedaço de chão para viver
Você ameaça nossos filhos
ainda recém-nascidos e sem nome
Você não tem peso, não vale nada,
como não vale o pão que come
Eu não sei de muita coisa
mas falo com segurança
Você impede que minha voz ecoe,
mas eu não perco a esperança
Porém, existe uma coisa que sei,
e sei bem para dizer,
que ninguém nunca perdoaria
o pouco chão que você não quer ceder
Deixe-me saber de uma coisa,
o seu dinheiro é assim tão poderoso
que pode comprar seu perdão?
Mas Deus não vai ser tão bondoso
e você acabará descobrindo
na hora que sua morte chegar,
que toda terra e dinheiro que você tem
não podem sua alma comprar
Este latifúndio se confunde com o horizonte
Esta terra na sua mão está condenada
Você não tem noção dessa amplidão,
como não sabe que sua sorte está lançada
Para mim a morte é uma mulher bela
e serei cavalheiro e galante perante ela
Trabalhar o chão não é nenhum mal
Eu te peço um pedaço de terra,
e você me dá uma bala letal
Mas sua hora também vai chegar
E vai chegar bem devagar,
E vai chegar sem fazer alarde
Minha alma seguirá por último seu enterro
no crepúsculo morto do fim de tarde,
e ficará te observando sendo baixado
até o fundo escuro da sua cova medida,
e planará diante do seu túmulo
até estar certo de que foi a última porçãoque lhe restou no fim da vida
Dos escombros da memória
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Durante a longa viagem de volta prá casa de campo,
adormeci entre grandes nuvens brancas flutuando.
Sonhei lances foscos riscando traços de retratos
e meus poucos amigos aparecendo lado a lado.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Com a imagem embaçada visualizei, entre partes, os cantos
da sala onde passamos muitas tardes cantando acalantos.
Nós todos juntos olhando e sentindo a chuva na sacada,
sorrindo e cantando até as últimas horas da madrugada.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
À margem direita do fogão ficávamos conversando,
e preenchia a imensidão o cheiro de café exalando.
Sem desejar nada, no entanto, muito profundo,
apenas risadas e acalantos dos cantos do mundo.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Escondendo da friagem no abrigo dos nossos corações brandos,
nunca pensamos realmente que o tempo poderia estar passando.
Achávamos que o tempo poderia parar naquele instante,
mas para isso não havia nenhuma chance relevante.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Imaginem pé na estrada e estradeiro de pó flutuando,
na boléia do caminhão ou na poeira levantada caminhando.
Nossa vida era pedra, terra, estrada
e nada nos espalharia no meio dessa jornada.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
A passagem dos anos ao passo de um abismo, e passando.
Os ventos soprando a poeira, os amigos na poeira soprando.
E outros caminhos se abrindo para ir seguindo em frente,
e todos sumindo para nunca mais serem vistos novamente.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
A estiagem das estações secando a fartura dos anos.
Os dias estão contados, não há muito mais sobrando.
Apenas miragens longínquas de um tempo distante
aparecem como um oásis para meus dias restantes
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Um bafejo de vento soprou um desejo, e eu desejo tanto
o cheiro de café, a poeira das estradas, as conversas de canto.
Ou somente ficar olhando a chuva solitária cair na sacada,
sorrindo e cantando até a última hora se esvair na madrugada.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Um bafejo de vento soprou um desejo, e eu desejo tanto
voltar ao tempo em volta da mesa e ficar até tarde cantarolando.
Mas como não posso vasculhar os escombros da história,
então que meus olhos vasculhem nos escombros da memória.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Durante a longa viagem de volta prá casa de campo,
adormeci entre grandes nuvens brancas flutuando.
Sonhei lances foscos riscando traços de retratos
e meus poucos amigos aparecendo lado a lado.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Com a imagem embaçada visualizei, entre partes, os cantos
da sala onde passamos muitas tardes cantando acalantos.
Nós todos juntos olhando e sentindo a chuva na sacada,
sorrindo e cantando até as últimas horas da madrugada.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
À margem direita do fogão ficávamos conversando,
e preenchia a imensidão o cheiro de café exalando.
Sem desejar nada, no entanto, muito profundo,
apenas risadas e acalantos dos cantos do mundo.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Escondendo da friagem no abrigo dos nossos corações brandos,
nunca pensamos realmente que o tempo poderia estar passando.
Achávamos que o tempo poderia parar naquele instante,
mas para isso não havia nenhuma chance relevante.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Imaginem pé na estrada e estradeiro de pó flutuando,
na boléia do caminhão ou na poeira levantada caminhando.
Nossa vida era pedra, terra, estrada
e nada nos espalharia no meio dessa jornada.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
A passagem dos anos ao passo de um abismo, e passando.
Os ventos soprando a poeira, os amigos na poeira soprando.
E outros caminhos se abrindo para ir seguindo em frente,
e todos sumindo para nunca mais serem vistos novamente.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
A estiagem das estações secando a fartura dos anos.
Os dias estão contados, não há muito mais sobrando.
Apenas miragens longínquas de um tempo distante
aparecem como um oásis para meus dias restantes
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Um bafejo de vento soprou um desejo, e eu desejo tanto
o cheiro de café, a poeira das estradas, as conversas de canto.
Ou somente ficar olhando a chuva solitária cair na sacada,
sorrindo e cantando até a última hora se esvair na madrugada.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Um bafejo de vento soprando, soprando tanto.
Um bafejo de vento soprou um desejo, e eu desejo tanto
voltar ao tempo em volta da mesa e ficar até tarde cantarolando.
Mas como não posso vasculhar os escombros da história,
então que meus olhos vasculhem nos escombros da memória.
Um bafejo de vento soprando, e soprou no tempo, e soprou tanto.
Enquanto as horas passam
Eu sinto o cheiro do seu café
e a luz começa a despontar
Com fé piso firme com o pé
e penso no hoje para levar
Logo quando o galo canta
a manhã desponta e o sol se levanta
Na eternidade do despertar
tudo acontece bem devagar
tudo se esconde dentro da neblina branca
Na eternidade do despertar
tudo acontece bem devagar
sinto suas pernas aquecidas debaixo da manta
com sua pele macia feito fina camada de lã
Seus cílios pesam suas pálpebras sonolentas
e você me olha com um frouxo brilho no olhar
e um suspiro de um eterno espreguiçar
enquanto as horas passam e a manhã avança
Do fogão vem um cheiro bom
e o sol se firma forte e radiante
O dia segue no mesmo tom
deixando a manhã distante
O sol no céu azul é uma dádiva
e a flor que não brotou, brota impávida
À mesa posta lhe dou um flagrante
com uma rosa e te dou uma pétala
À mesa posta lhe dou um flagrante
nas suas costas e você gela e gira lépida
que inspira ao seu perfil ares fulgurantes
e aliso sua pele cheirosa de doce fragrância
das flores odoríferas dos campos da estância
e você se vira de frente ofegante,
me beija e respira dois ares arquejantes
e o dia hesita e pára nesse instante
enquanto as horas passam e a tarde avança
As montanhas esperam o sol amigo
e a lua nunca o alcança
Eu só quero ficar contigo
enquanto o dia avança
O pôr-do-sol de tom de bronze escuro
tinge a paisagem e faz colorir
com a tinta no pincel do crepúsculo
que pinta o céu de verniz
Gotículas que o céu derrama
cai no nosso beijo e inflama
e faz a chuva chorar e o pomar sorrir
Gotículas que o céu derrama
cai no nosso beijo e inflama
e faz a boca beijar e o lábio sorrir
e molha o peito e o coração amansa
que bate uma vez e a outra não pulsa
E a água que enxurra é a água da chuva
que encharca suas mechas e desarruma
enquanto as horas passam e a noite avança
Por entre as nuvens a lua aparece tímida
Ela sabe que o sol nunca vai esperar
e de tristeza ela ficou pálida e inibida
devido ao encontro que nunca vai se dar
O breu enche a noite densa
e as brumas encobrem a montanha
A noite promete ser extensa,
depois da janta a dança
Alta noite de lua mansa,
lua mansa de madrugada baixa,
te levo pra cama, esquece a dança
Alta noite de lua mansa,
lua mansa de madrugada baixa,
nua, você nunca se cansa,
sua trança se desmancha,
balança e entra em chamas
e a luz desabrocha manhã caprichosa
e você afrouxa e cochila na colcha
enquanto as horas passam e a manhã avança
e a luz começa a despontar
Com fé piso firme com o pé
e penso no hoje para levar
Logo quando o galo canta
a manhã desponta e o sol se levanta
Na eternidade do despertar
tudo acontece bem devagar
tudo se esconde dentro da neblina branca
Na eternidade do despertar
tudo acontece bem devagar
sinto suas pernas aquecidas debaixo da manta
com sua pele macia feito fina camada de lã
Seus cílios pesam suas pálpebras sonolentas
e você me olha com um frouxo brilho no olhar
e um suspiro de um eterno espreguiçar
enquanto as horas passam e a manhã avança
Do fogão vem um cheiro bom
e o sol se firma forte e radiante
O dia segue no mesmo tom
deixando a manhã distante
O sol no céu azul é uma dádiva
e a flor que não brotou, brota impávida
À mesa posta lhe dou um flagrante
com uma rosa e te dou uma pétala
À mesa posta lhe dou um flagrante
nas suas costas e você gela e gira lépida
que inspira ao seu perfil ares fulgurantes
e aliso sua pele cheirosa de doce fragrância
das flores odoríferas dos campos da estância
e você se vira de frente ofegante,
me beija e respira dois ares arquejantes
e o dia hesita e pára nesse instante
enquanto as horas passam e a tarde avança
As montanhas esperam o sol amigo
e a lua nunca o alcança
Eu só quero ficar contigo
enquanto o dia avança
O pôr-do-sol de tom de bronze escuro
tinge a paisagem e faz colorir
com a tinta no pincel do crepúsculo
que pinta o céu de verniz
Gotículas que o céu derrama
cai no nosso beijo e inflama
e faz a chuva chorar e o pomar sorrir
Gotículas que o céu derrama
cai no nosso beijo e inflama
e faz a boca beijar e o lábio sorrir
e molha o peito e o coração amansa
que bate uma vez e a outra não pulsa
E a água que enxurra é a água da chuva
que encharca suas mechas e desarruma
enquanto as horas passam e a noite avança
Por entre as nuvens a lua aparece tímida
Ela sabe que o sol nunca vai esperar
e de tristeza ela ficou pálida e inibida
devido ao encontro que nunca vai se dar
O breu enche a noite densa
e as brumas encobrem a montanha
A noite promete ser extensa,
depois da janta a dança
Alta noite de lua mansa,
lua mansa de madrugada baixa,
te levo pra cama, esquece a dança
Alta noite de lua mansa,
lua mansa de madrugada baixa,
nua, você nunca se cansa,
sua trança se desmancha,
balança e entra em chamas
e a luz desabrocha manhã caprichosa
e você afrouxa e cochila na colcha
enquanto as horas passam e a manhã avança
Estrela Cadente
Eu vi uma estrela cadente e pensei em ti
Você passou para um outro mundo
Um mundo longe daqui
Eu nunca acreditei que você poderia mesmo ir
Eu vi uma estrela cadente e pensei em ti
Eu vi uma estrela cadente e pensei em mim
Se eu continuo o mesmo
É porque eu ainda estou aqui
Se eu não quebrei os limites
É porque eu espero você voltar pra mim
Eu vi uma estrela cadente e pensei em mim
Ninguém escuta o silêncio da solidão
Como uma sombra muda na escuridão
Que me passa rente enquanto todos estão adormecidos
Eu vi uma estrela cadente desvanecer e sumir
Amanhã vai romper, um novo dia vai surgir
Acho que já é tarde para dizer certas coisas prá você
Que você precisava ouvir de mim
Eu vi uma estrela cadente desvanecer e sumir
Você passou para um outro mundo
Um mundo longe daqui
Eu nunca acreditei que você poderia mesmo ir
Eu vi uma estrela cadente e pensei em ti
Eu vi uma estrela cadente e pensei em mim
Se eu continuo o mesmo
É porque eu ainda estou aqui
Se eu não quebrei os limites
É porque eu espero você voltar pra mim
Eu vi uma estrela cadente e pensei em mim
Ninguém escuta o silêncio da solidão
Como uma sombra muda na escuridão
Que me passa rente enquanto todos estão adormecidos
Eu vi uma estrela cadente desvanecer e sumir
Amanhã vai romper, um novo dia vai surgir
Acho que já é tarde para dizer certas coisas prá você
Que você precisava ouvir de mim
Eu vi uma estrela cadente desvanecer e sumir
Estrela da manhã
Andando sobre as águas Ele mira,
no mesmo instante em que o céu empalidece,
distantes barcos entrando na névoa densa
E com um braço erguido Ele dissipa
o nevoeiro no horizonte que já se incandesce
e o céu se limpa e os barcos reaparecem
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
Então a manhã desponta com arcos luminosos
e lá está Ele sem dizer oi pra ninguém
Ateus correm para onde os anjos temem
tão cheios de medo são seus dias temerosos
que Ele não demonstra pois não tem
e tampouco aqueles que O seguem
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
É o Senhor das montanhas, o Pastor das nuvens
Ele anda entre homens assim como na multidão dos ventos
Ele está indo ao encontro dos grandes povos dos grandes centros
Mas o que isso importa? Ele já conhece todos os nomes de todos os tempos
Mártir dos mártires, Ele é o próprio mártir dos mandamentos
E quando você ouvir a verdade, estará ouvindo a própria voz Dele mesmo
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
Ele passeia nos mais altos céus como nos mais baixos planos
e pode nos elevar ao mais alto firmamento
Tudo isso na mais perfeita calma e... lento
E tudo já estava no remanso dos seus planos
como se dormisse nas gramas dos campos longe do lugar turbulento
ou tirasse um cochilo às margens dos riachos sonolentos
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
Capaz de edificar as pedras do seu próprio templo
e nunca nada pode derrubar e jamais pôde
Chicote, foice, fogo, relâmpago, trovão, açoite,
dias e noites sempre temerão Seus Nomes Supremos
Lírio dos Vales, Rosa de Saron, Estrela da Manhã, Príncipe da Paz, Redentor
A sombra contra o Calor, A pedra, Coluna de Nuvem, Coluna de Fogo, Meu Pastor
Sombras do Onipotente, Senhor dos Exércitos, Santo, Minha Luz, Salvador...
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
É um mundo opaco, nosso céu de um escorregadio cinzento
comparado aos céus Daquele que usou escarlate cintilante
que virá descendo sobre as nuvens num claro instante
Pássaro voa alto anunciando livre na luz do firmamento
Apenas uma questão de tempo, apenas um claro instante
até a próxima manhã entrar a passos lentos...
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
no mesmo instante em que o céu empalidece,
distantes barcos entrando na névoa densa
E com um braço erguido Ele dissipa
o nevoeiro no horizonte que já se incandesce
e o céu se limpa e os barcos reaparecem
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
Então a manhã desponta com arcos luminosos
e lá está Ele sem dizer oi pra ninguém
Ateus correm para onde os anjos temem
tão cheios de medo são seus dias temerosos
que Ele não demonstra pois não tem
e tampouco aqueles que O seguem
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
É o Senhor das montanhas, o Pastor das nuvens
Ele anda entre homens assim como na multidão dos ventos
Ele está indo ao encontro dos grandes povos dos grandes centros
Mas o que isso importa? Ele já conhece todos os nomes de todos os tempos
Mártir dos mártires, Ele é o próprio mártir dos mandamentos
E quando você ouvir a verdade, estará ouvindo a própria voz Dele mesmo
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
Ele passeia nos mais altos céus como nos mais baixos planos
e pode nos elevar ao mais alto firmamento
Tudo isso na mais perfeita calma e... lento
E tudo já estava no remanso dos seus planos
como se dormisse nas gramas dos campos longe do lugar turbulento
ou tirasse um cochilo às margens dos riachos sonolentos
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
Capaz de edificar as pedras do seu próprio templo
e nunca nada pode derrubar e jamais pôde
Chicote, foice, fogo, relâmpago, trovão, açoite,
dias e noites sempre temerão Seus Nomes Supremos
Lírio dos Vales, Rosa de Saron, Estrela da Manhã, Príncipe da Paz, Redentor
A sombra contra o Calor, A pedra, Coluna de Nuvem, Coluna de Fogo, Meu Pastor
Sombras do Onipotente, Senhor dos Exércitos, Santo, Minha Luz, Salvador...
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
É um mundo opaco, nosso céu de um escorregadio cinzento
comparado aos céus Daquele que usou escarlate cintilante
que virá descendo sobre as nuvens num claro instante
Pássaro voa alto anunciando livre na luz do firmamento
Apenas uma questão de tempo, apenas um claro instante
até a próxima manhã entrar a passos lentos...
Estrela da manhã dança entre as estrelas
Pássaro voa alto na luz da lua cheia
Liberdade soprando aos quatro ventos
Liberdade tocando a ponta dos dedos
Eu lhe daria o paraíso/Nosso encontro já estava marcado
Eu lhe daria o paraíso
se você ficasse ao meu lado
Vamos, vem e me dê um sorriso,
não me deixe de lado
Fale comigo por um instante,
não me deixe calado
Você possui um mistério estonteante
que me deixa maravilhado
Meus olhos ficam radiantes
quando te vejo
Ir contigo ao lugar mais distante
é o meu desejo
Seus lábios seriam mel
para o meu beijo
Sem você tudo parece cruel,
até a vida torna-se trágica
Se você me aparecesse de véu
num passe de mágica,
meu limite seria o céu,
céu como infinito pra voar
Sua voz propaga e fende o ar,
afaga meus ouvidos, me hipnotiza
O reflexo que vem do seu olhar
repleto de magia me enfeitiça
Eu te observo do inferno
levitando nas nuvens acima
Um leve toque seria eterno,
atrair sua atenção é minha sina
Na silenciosa madrugada
eu acharia seu caminho na campina
e seguiria suas pegadas
Nas horas que estou sozinho
tento adivinhar sua mente,
então sonho contigo com carinho,
sonhos tão reluzentes
sonhos reluzentes de prata
Minha respiração fica fraca
quando você passa por mim
Minha lucidez fica opaca,
sua fragrância me deixa tão assim...
Minha vida fica por um fio
ao imaginar que cada uma destas linhas
é um começo de uma declaração no vazio,
ao imaginar que você é a melhor coisa
que minha sensibilidade já sentiu,
ao imaginar que você é a luz mais bonita
que minha visão já viu
Minha vida fica por um fio
ao imaginar que há muito tempo,
antes do mundo começar,
nosso encontro já estava guardado;
ao imaginar que há muito tempo,
antes da nossa vida começar,
nosso encontro já estava predestinado;
ao imaginar que há muito tempo,
antes mesmo do sol raiar,
nosso encontro já estava marcado
se você ficasse ao meu lado
Vamos, vem e me dê um sorriso,
não me deixe de lado
Fale comigo por um instante,
não me deixe calado
Você possui um mistério estonteante
que me deixa maravilhado
Meus olhos ficam radiantes
quando te vejo
Ir contigo ao lugar mais distante
é o meu desejo
Seus lábios seriam mel
para o meu beijo
Sem você tudo parece cruel,
até a vida torna-se trágica
Se você me aparecesse de véu
num passe de mágica,
meu limite seria o céu,
céu como infinito pra voar
Sua voz propaga e fende o ar,
afaga meus ouvidos, me hipnotiza
O reflexo que vem do seu olhar
repleto de magia me enfeitiça
Eu te observo do inferno
levitando nas nuvens acima
Um leve toque seria eterno,
atrair sua atenção é minha sina
Na silenciosa madrugada
eu acharia seu caminho na campina
e seguiria suas pegadas
Nas horas que estou sozinho
tento adivinhar sua mente,
então sonho contigo com carinho,
sonhos tão reluzentes
sonhos reluzentes de prata
Minha respiração fica fraca
quando você passa por mim
Minha lucidez fica opaca,
sua fragrância me deixa tão assim...
Minha vida fica por um fio
ao imaginar que cada uma destas linhas
é um começo de uma declaração no vazio,
ao imaginar que você é a melhor coisa
que minha sensibilidade já sentiu,
ao imaginar que você é a luz mais bonita
que minha visão já viu
Minha vida fica por um fio
ao imaginar que há muito tempo,
antes do mundo começar,
nosso encontro já estava guardado;
ao imaginar que há muito tempo,
antes da nossa vida começar,
nosso encontro já estava predestinado;
ao imaginar que há muito tempo,
antes mesmo do sol raiar,
nosso encontro já estava marcado
Garota do alto da serra (Bob Dylan)
Se você viajar subindo a serra
onde o vento sopra um tufão,
veja se encontra alguém naquela terra,
ela uma vez foi minha grande paixão
Se você for num dia de frio insuportável
quando o rio gela e a estação esfria,
veja se ela usa um casaco agradável
que a proteja do uivar da ventania
Veja se seus cabelos estão longos,
cobrindo os ombros caindo até os seios
Veja se seus cabelos estão longos,
esta é a maneira que eu a anseio
Duvido que ela ainda lembra de mim
Muitas noites eu a acaricio mentalmente,
afastando a solidão fria de perto de mim,
aproximando dos seus lábios quentes
Se você viajar por aquelas paisagens
de dias azuis e flores brotando do chão,
veja se encontra alguém nessa viagem,
ela uma vez foi minha grande paixão
onde o vento sopra um tufão,
veja se encontra alguém naquela terra,
ela uma vez foi minha grande paixão
Se você for num dia de frio insuportável
quando o rio gela e a estação esfria,
veja se ela usa um casaco agradável
que a proteja do uivar da ventania
Veja se seus cabelos estão longos,
cobrindo os ombros caindo até os seios
Veja se seus cabelos estão longos,
esta é a maneira que eu a anseio
Duvido que ela ainda lembra de mim
Muitas noites eu a acaricio mentalmente,
afastando a solidão fria de perto de mim,
aproximando dos seus lábios quentes
Se você viajar por aquelas paisagens
de dias azuis e flores brotando do chão,
veja se encontra alguém nessa viagem,
ela uma vez foi minha grande paixão
Ipê Amarelo
Diante da minha janela mora uma luz
atrás de um Ipê amarelo
que faz sombra nos dias azuis
e amortece o sol de primavera
Ela não é uma luz qualquer
mas sim uma luz que me avisa
que diante da minha janela
mora a luz mais linda
atrás de um Ipê amarelo
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
que abra os olhos quando ela acertar,
que dê flores constantemente,
que feche os olhos quando falhar,
que tome cuidado permanente
para que não faça nada para machucar,
que a levante cada vez que cair,
que venha a ser o homem que ela sonhar
e que apareça quando ela pedir,
mesmo quando a distância é longe no mar
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
que prometa nunca se desfazer
nem por nada, nem por ninguém
e tenha olhos tão e somente para ver
e direcioná-la através da escuridão
Alguém para protegê-la e defendê-la
e que lhe guarde o coração
Alguém que tivesse olhos somente para vê-la,
mesmo quando a distância é longe na amplidão
Diante da minha janela mora uma luz
atrás de um Ipê amarelo
que faz sombra nos dias azuis
e amortece o sol de primavera
Ela não é uma luz qualquer
mas sim uma luz que me avisa
que diante da minha janela
mora a luz mais linda
atrás de um Ipê amarelo
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
que esteja sempre perto para toda sorte,
que não esteja na distância além
Que nunca seja fraco mas sempre forte
e que fique do seu lado somente para o bem
Alguém que abra todas as portas
Mas minha distância me gela completamente
Nada que a vida oferece me importa,
só faz com que meus sentidos fiquem dormentes
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
onde ela encontre paz celestial,
onde os anjos voem muito rente
por toda a vida até o final.
Mas tudo dentro de mim é feito de pedra,
nada dentro de mim é feito de seda,
sendo que no meu interior nada se mexe
Meu coração árido seca,
nada me preenche do que a vida oferece
Diante da minha janela mora uma luz
atrás de um Ipê amarelo
que faz sombra nos dias azuis
e amortece o sol de primavera
Ela não é uma luz qualquer
mas sim uma luz que me avisa
que diante da minha janela
mora a luz mais linda
atrás de um Ipê amarelo
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
que seja honesto e justo,
que não a trate com desdém,
que a trate a qualquer custo
com as mãos macias de carinho
Mas meu rosto bruto está sujo
de suor e de trabalho duro à fio
Mas apesar disso e apesar de tudo
minha alma cristalina está fina
Diante da minha janela mora uma luz
De mansinho no chão rasante,
rastejando de mansinho pelo chão,
chego até sua fronteira
Mas o abismo da minha solidão
impede de chegar à sua clareira
Ela diz estar à espera de alguém
que a deseje e faça por merecer
Mas não há no mundo ninguém
que tenha o meu coração para oferecer
Diante da minha janela mora uma luz
atrás de um Ipê amarelo
que faz sombra nos dias azuis
e amortece o sol de primavera
Ela não é uma luz qualquer
mas sim uma luz que me avisa
que diante da minha janela
mora a luz mais linda
atrás de um Ipê amarelo
atrás de um Ipê amarelo
que faz sombra nos dias azuis
e amortece o sol de primavera
Ela não é uma luz qualquer
mas sim uma luz que me avisa
que diante da minha janela
mora a luz mais linda
atrás de um Ipê amarelo
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
que abra os olhos quando ela acertar,
que dê flores constantemente,
que feche os olhos quando falhar,
que tome cuidado permanente
para que não faça nada para machucar,
que a levante cada vez que cair,
que venha a ser o homem que ela sonhar
e que apareça quando ela pedir,
mesmo quando a distância é longe no mar
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
que prometa nunca se desfazer
nem por nada, nem por ninguém
e tenha olhos tão e somente para ver
e direcioná-la através da escuridão
Alguém para protegê-la e defendê-la
e que lhe guarde o coração
Alguém que tivesse olhos somente para vê-la,
mesmo quando a distância é longe na amplidão
Diante da minha janela mora uma luz
atrás de um Ipê amarelo
que faz sombra nos dias azuis
e amortece o sol de primavera
Ela não é uma luz qualquer
mas sim uma luz que me avisa
que diante da minha janela
mora a luz mais linda
atrás de um Ipê amarelo
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
que esteja sempre perto para toda sorte,
que não esteja na distância além
Que nunca seja fraco mas sempre forte
e que fique do seu lado somente para o bem
Alguém que abra todas as portas
Mas minha distância me gela completamente
Nada que a vida oferece me importa,
só faz com que meus sentidos fiquem dormentes
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
onde ela encontre paz celestial,
onde os anjos voem muito rente
por toda a vida até o final.
Mas tudo dentro de mim é feito de pedra,
nada dentro de mim é feito de seda,
sendo que no meu interior nada se mexe
Meu coração árido seca,
nada me preenche do que a vida oferece
Diante da minha janela mora uma luz
atrás de um Ipê amarelo
que faz sombra nos dias azuis
e amortece o sol de primavera
Ela não é uma luz qualquer
mas sim uma luz que me avisa
que diante da minha janela
mora a luz mais linda
atrás de um Ipê amarelo
Diante da minha janela mora uma luz
Ela diz estar à espera de alguém
que seja honesto e justo,
que não a trate com desdém,
que a trate a qualquer custo
com as mãos macias de carinho
Mas meu rosto bruto está sujo
de suor e de trabalho duro à fio
Mas apesar disso e apesar de tudo
minha alma cristalina está fina
Diante da minha janela mora uma luz
De mansinho no chão rasante,
rastejando de mansinho pelo chão,
chego até sua fronteira
Mas o abismo da minha solidão
impede de chegar à sua clareira
Ela diz estar à espera de alguém
que a deseje e faça por merecer
Mas não há no mundo ninguém
que tenha o meu coração para oferecer
Diante da minha janela mora uma luz
atrás de um Ipê amarelo
que faz sombra nos dias azuis
e amortece o sol de primavera
Ela não é uma luz qualquer
mas sim uma luz que me avisa
que diante da minha janela
mora a luz mais linda
atrás de um Ipê amarelo
Leve toque do destino
Eles andavam de mãos dadas
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando juntos, ao longo da faixa,
por um leve toque do destino
Com a barra da saia molhada
pelas ondas que lambem a beirada,
ela viu conchinhas rodopiarem
na espuma branca espalhada
Rodopiando até as voltas cessarem,
uma repousou envolta na areia fina
e abriu um vão e mostrou um pequeno vazio
e um leve brio empurrou o destino
e encheu a concha com um tênue toque fino
Eles andavam de mãos dadas
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando juntos, ao longo da faixa,
por um leve toque do destino
Feito vaga-lumes vagando na madrugada
faiscando súbitas fagulhas douradas,
ela viu as estrelas rodopiarem
nas brumas da noite cerrada
Rodopiando até as voltas cessarem,
uma repousou em volta da lua solitária
para formar o casal mais lindo
e um leve brio empurrou o destino
e trouxe a estrela com um tênue toque fino
Eles andavam de mãos dadas
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando juntos, ao longo da faixa,
por um leve toque do destino
Nos caminhos alheios da vida
os atalhos embaralham a vista
e fazem passos rodopiarem
na distância longa da trilha
Rodopiando até as voltas cessarem,
seus passos deram voltas perdidas
e eles se espalharam no caminho
E um triste brio empurrou o destino
e seus passos caíram no precipício de um abismo
Agora ela anda pela beirada
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando só, ao longo da faixa,
por um triste toque do destino
A rajada afoita de uma ventania
açoita as vidas mortas na guia
e faz as folhas secas rodopiarem,
levadas no vento, arrastadas à revelia
Rodopiando até as voltas cessarem,
voaram no vaivém de voltas infindas,
mas não repousaram no lugar de início
E um triste brio empurrou o destino
e soprou as folhas para um lugar longínquo
Agora ela anda pela beirada
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando só, ao longo da faixa,
por um triste toque do destino
Abrindo a janela de um novo dia
o horizonte se afina numa linha
e ela vê as andorinhas rodopiarem
em pleno céu, voando à deriva
Rodopiando até as voltas cessarem,
escorregaram nas voltas de um arco-íris
e voaram para longe do ninho
E um triste brio empurrou o destino
e se foram nas asas dos passarinhos
Agora ela anda pela beirada
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando só, ao longo da faixa,
por um triste toque do destino
Na armadilha das lembranças da vida
ela anda, não nota e pisa,
e vê suas mãos soltas rodopiarem
em desatino sem o par antigo
Rodopiando até as voltas cessarem,
viu um aceno agitar em voltas livres,
e amorteceu sua sina com um suspiro
E um leve brio empurrou o destino
e juntou as mãos com um tênue toque fino
Agora eles andam de mãos dadas
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando juntos, ao longo da faixa,
por um leve toque do destino
Com a barra da saia molhada
pelas ondas que lambem a beirada,
ela vê conchinhas rodopiarem
na espuma branca espalhada
Rodopiando até as voltas cessarem,
uma repousou envolta na areia fina
e abriu um vão e mostrou um pequeno aviso
“que um leve brio empurra o destino
No mais, basta apenas um tênue toque fino”
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando juntos, ao longo da faixa,
por um leve toque do destino
Com a barra da saia molhada
pelas ondas que lambem a beirada,
ela viu conchinhas rodopiarem
na espuma branca espalhada
Rodopiando até as voltas cessarem,
uma repousou envolta na areia fina
e abriu um vão e mostrou um pequeno vazio
e um leve brio empurrou o destino
e encheu a concha com um tênue toque fino
Eles andavam de mãos dadas
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando juntos, ao longo da faixa,
por um leve toque do destino
Feito vaga-lumes vagando na madrugada
faiscando súbitas fagulhas douradas,
ela viu as estrelas rodopiarem
nas brumas da noite cerrada
Rodopiando até as voltas cessarem,
uma repousou em volta da lua solitária
para formar o casal mais lindo
e um leve brio empurrou o destino
e trouxe a estrela com um tênue toque fino
Eles andavam de mãos dadas
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando juntos, ao longo da faixa,
por um leve toque do destino
Nos caminhos alheios da vida
os atalhos embaralham a vista
e fazem passos rodopiarem
na distância longa da trilha
Rodopiando até as voltas cessarem,
seus passos deram voltas perdidas
e eles se espalharam no caminho
E um triste brio empurrou o destino
e seus passos caíram no precipício de um abismo
Agora ela anda pela beirada
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando só, ao longo da faixa,
por um triste toque do destino
A rajada afoita de uma ventania
açoita as vidas mortas na guia
e faz as folhas secas rodopiarem,
levadas no vento, arrastadas à revelia
Rodopiando até as voltas cessarem,
voaram no vaivém de voltas infindas,
mas não repousaram no lugar de início
E um triste brio empurrou o destino
e soprou as folhas para um lugar longínquo
Agora ela anda pela beirada
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando só, ao longo da faixa,
por um triste toque do destino
Abrindo a janela de um novo dia
o horizonte se afina numa linha
e ela vê as andorinhas rodopiarem
em pleno céu, voando à deriva
Rodopiando até as voltas cessarem,
escorregaram nas voltas de um arco-íris
e voaram para longe do ninho
E um triste brio empurrou o destino
e se foram nas asas dos passarinhos
Agora ela anda pela beirada
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando só, ao longo da faixa,
por um triste toque do destino
Na armadilha das lembranças da vida
ela anda, não nota e pisa,
e vê suas mãos soltas rodopiarem
em desatino sem o par antigo
Rodopiando até as voltas cessarem,
viu um aceno agitar em voltas livres,
e amorteceu sua sina com um suspiro
E um leve brio empurrou o destino
e juntou as mãos com um tênue toque fino
Agora eles andam de mãos dadas
rente a espuma branca que se espalha
caminhando pela beira da praia
deixando rastro de pegadas
na areia fina do caminho
caminhando juntos, ao longo da faixa,
por um leve toque do destino
Com a barra da saia molhada
pelas ondas que lambem a beirada,
ela vê conchinhas rodopiarem
na espuma branca espalhada
Rodopiando até as voltas cessarem,
uma repousou envolta na areia fina
e abriu um vão e mostrou um pequeno aviso
“que um leve brio empurra o destino
No mais, basta apenas um tênue toque fino”
Não adianta imaginar o porque de tudo
Não adianta imaginar o porque de tudo
Nem imaginar todas as razões,
Não adianta imaginar o porque de tudo,
isso nunca vamos descobrir
Quando o galo cantar rompendo a aurora,
dê uma olhada pela janela e terei ido embora
Você é a razão pela qual volto na mesma hora
É em vão acender sua luz,
sua luz brilhante de lamparina
É em vão acender sua luz,
eu não vejo a claridade do seu dia
Ainda assim desejo que haja algo que me diga,
que me faça lembrar sua a luz que ilumina
que me oriente nas noites perdidas
É em vão chamar alto pelo meu nome
Seu grito eu não ouvia
É em vão chamar alto pelo meu nome
Seu grito
Fico pensando por todo o caminho
Eu gostava de alguém e não dei carinho
Mas estou disposto a preencher meu vazio
Ando por essa estrada longa e solitária
Qual é o meu destino, não sei dizer
Adeus é uma coisa difícil de fazer
Então até logo é o que vai ser
Poderíamos arranjar uma solução, não sei qual
Seria apenas perda de tempo, paciência e tal
O arco-íris não existe para nós no ponto final
Nem imaginar todas as razões,
Não adianta imaginar o porque de tudo,
isso nunca vamos descobrir
Quando o galo cantar rompendo a aurora,
dê uma olhada pela janela e terei ido embora
Você é a razão pela qual volto na mesma hora
É em vão acender sua luz,
sua luz brilhante de lamparina
É em vão acender sua luz,
eu não vejo a claridade do seu dia
Ainda assim desejo que haja algo que me diga,
que me faça lembrar sua a luz que ilumina
que me oriente nas noites perdidas
É em vão chamar alto pelo meu nome
Seu grito eu não ouvia
É em vão chamar alto pelo meu nome
Seu grito
Fico pensando por todo o caminho
Eu gostava de alguém e não dei carinho
Mas estou disposto a preencher meu vazio
Ando por essa estrada longa e solitária
Qual é o meu destino, não sei dizer
Adeus é uma coisa difícil de fazer
Então até logo é o que vai ser
Poderíamos arranjar uma solução, não sei qual
Seria apenas perda de tempo, paciência e tal
O arco-íris não existe para nós no ponto final
Não feche a imensidão do seu amor em vão
Não feche a porta quando já está na solidão
Quando acorda não se dá conta que está na escuridão
Quando não se importa para o quê está à sua mão
Você é tão veloz que não pode ver além
Não feche a porta quando não vai entrar ninguém
mas você fecha a porta do seu coração
O meu desejo mais profundo você nem tem noção
Não feche a imensidão do seu amor em vão.
Não feche os olhos quando já está na escuridão
Quando você se sacia com a sede da sua própria solidão
Quando se farta com a fome das suas próprias mãos
Você é tão veloz que não pode me ver
Quando você bate a porta somente por bater
você está batendo a porta do seu coração
O meu desejo mais profundo você nem tem noção
Não feche a imensidão do seu amor em vão.
Não feche a imensidão do fundo do seu coração
Quando eu preencheria seu mundo de grão em grão
Quando eu seguiria ao aceno das suas mãos
Você é tão veloz que não pode vir à mim
Quando meu desejo mais profundo não tem fim
o que não tem fim é o fundo do meu coração
O meu desejo mais profundo você nem tem noção
Não feche a imensidão do seu amor em vão.
Não feche como a escuridão fecha a luz do firmamento
Quando a tua luz faz as noites passarem sem tormento
Quando teu vento leva para longe meus desalentos
Você é tão veloz que não pode ver a amplidão
Quando eu te daria a montanha, o sol e o vento
eu te daria tudo que está dentro do meu coração
O meu desejo mais profundo você nem tem noção
Não feche a imensidão do seu amor em vão.
Quando acorda não se dá conta que está na escuridão
Quando não se importa para o quê está à sua mão
Você é tão veloz que não pode ver além
Não feche a porta quando não vai entrar ninguém
mas você fecha a porta do seu coração
O meu desejo mais profundo você nem tem noção
Não feche a imensidão do seu amor em vão.
Não feche os olhos quando já está na escuridão
Quando você se sacia com a sede da sua própria solidão
Quando se farta com a fome das suas próprias mãos
Você é tão veloz que não pode me ver
Quando você bate a porta somente por bater
você está batendo a porta do seu coração
O meu desejo mais profundo você nem tem noção
Não feche a imensidão do seu amor em vão.
Não feche a imensidão do fundo do seu coração
Quando eu preencheria seu mundo de grão em grão
Quando eu seguiria ao aceno das suas mãos
Você é tão veloz que não pode vir à mim
Quando meu desejo mais profundo não tem fim
o que não tem fim é o fundo do meu coração
O meu desejo mais profundo você nem tem noção
Não feche a imensidão do seu amor em vão.
Não feche como a escuridão fecha a luz do firmamento
Quando a tua luz faz as noites passarem sem tormento
Quando teu vento leva para longe meus desalentos
Você é tão veloz que não pode ver a amplidão
Quando eu te daria a montanha, o sol e o vento
eu te daria tudo que está dentro do meu coração
O meu desejo mais profundo você nem tem noção
Não feche a imensidão do seu amor em vão.
Negro Vulto
Pela campina eu só vejo seu vulto,
e o dia está ficando escuro.
Assim que a noite cai como um toldo,
sua pele se confunde com o mato turvo.
Então meus olhos cerrados abrem-se em devaneios,
e traz você para dentro da minha imaginação,
e o vento sopra um assovio em meus ouvidos,
que são sussurros de cânticos planando na imensidão,
fendendo a quietude, quebrando o silêncio contido.
Pela campina só vejo seu vulto,
e o dia está ficando escuro.
Assim que a noite cai como um toldo,
as estrelas me apontam ao seu desejo puro.
Da paisagem perante minha visão,
minha mente começa se esfumaçar.
Da sacada torno os olhos para o quarto
e vejo a cama que você costumava deitar.
Então uma densa nuvem desenha uma figura,
que eu imaginei como sendo um sinal,
e as estrelas descrevem um caminho na colina,
que tem seus olhos como ponto final,
levemente ofuscados pela névoa fina.
Pela campina só vejo seu vulto,
e o dia está ficando escuro.
Assim que a noite cai como um toldo,
as estrelas me apontam ao seu desejo puro.
Por esse estreito e sinuoso caminho de terra,
é difícil saber para onde me leva.
Pelo cheiro que exala da flor por onde você passou,
me direciono pela réstia de luzes nas trevas.
Então uma incandescente estrela cadente risca o céu,
indicando entre a folhagem seu rastro no chão,
e uma picada se abre revelando um caminho oculto,
e relâmpagos irrompem rasgando a escuridão,
centelhando a senda de seu negro vulto.
Pela campina só vejo seu vulto,
e o dia está ficando escuro.
Assim que a noite cai como um toldo,
as estrelas me apontam ao seu desejo puro.
e o dia está ficando escuro.
Assim que a noite cai como um toldo,
sua pele se confunde com o mato turvo.
Então meus olhos cerrados abrem-se em devaneios,
e traz você para dentro da minha imaginação,
e o vento sopra um assovio em meus ouvidos,
que são sussurros de cânticos planando na imensidão,
fendendo a quietude, quebrando o silêncio contido.
Pela campina só vejo seu vulto,
e o dia está ficando escuro.
Assim que a noite cai como um toldo,
as estrelas me apontam ao seu desejo puro.
Da paisagem perante minha visão,
minha mente começa se esfumaçar.
Da sacada torno os olhos para o quarto
e vejo a cama que você costumava deitar.
Então uma densa nuvem desenha uma figura,
que eu imaginei como sendo um sinal,
e as estrelas descrevem um caminho na colina,
que tem seus olhos como ponto final,
levemente ofuscados pela névoa fina.
Pela campina só vejo seu vulto,
e o dia está ficando escuro.
Assim que a noite cai como um toldo,
as estrelas me apontam ao seu desejo puro.
Por esse estreito e sinuoso caminho de terra,
é difícil saber para onde me leva.
Pelo cheiro que exala da flor por onde você passou,
me direciono pela réstia de luzes nas trevas.
Então uma incandescente estrela cadente risca o céu,
indicando entre a folhagem seu rastro no chão,
e uma picada se abre revelando um caminho oculto,
e relâmpagos irrompem rasgando a escuridão,
centelhando a senda de seu negro vulto.
Pela campina só vejo seu vulto,
e o dia está ficando escuro.
Assim que a noite cai como um toldo,
as estrelas me apontam ao seu desejo puro.
Noites de lua inteira
Noites de lua inteira são cheias de estrelas
Em noites de lua inteira as estrelas flutuam
Minha imaginação gira leve
escuta suaves suspiros seus que sussurram
Meus sentidos à flor da pele
sentem suaves sussurros seus que suspiram
nas noites que as estrelas flutuam
Noites de lua inteira são cheias de estrelas
Em noites de lua inteira as estrelas reluzem
Aparecem lembranças de sonhos
nos quais você reflete repleta de luzes,
e que são sonhos e mais sonhos
nos quais suas repletas luzes refletem
nas noites que as estrelas reluzem
Noites de lua inteira são cheias de estrelas
Em noites de lua inteira a noite chega iluminada
Num instante você aparece de onde você se escondia,
clareando o escurão da minha madrugada,
iluminando a cegueira do meu dia,
aliviando minha angústia desesperada
Em noites de lua inteira as estrelas flutuam
Minha imaginação gira leve
escuta suaves suspiros seus que sussurram
Meus sentidos à flor da pele
sentem suaves sussurros seus que suspiram
nas noites que as estrelas flutuam
Noites de lua inteira são cheias de estrelas
Em noites de lua inteira as estrelas reluzem
Aparecem lembranças de sonhos
nos quais você reflete repleta de luzes,
e que são sonhos e mais sonhos
nos quais suas repletas luzes refletem
nas noites que as estrelas reluzem
Noites de lua inteira são cheias de estrelas
Em noites de lua inteira a noite chega iluminada
Num instante você aparece de onde você se escondia,
clareando o escurão da minha madrugada,
iluminando a cegueira do meu dia,
aliviando minha angústia desesperada
Noites de lua-meia
Noites de lua-meia são sem estrelas
Em noites de lua-meia as estrelas caem
Distrações insossas sempre vêm à toa
Logo vejo o jeito que seus olhos me vêem,
como quem olha um erro e perdoa,
como quem pensa sempre mais além
nas noites que as estrelas caem
Noites de lua-meia são sem estrelas
Em noites de lua-meia as estrelas morrem
Aparecem lembranças medonhas
nas quais suas luzes desaparecem,
e que são lembranças tão tristonhas
de que alguns amores nunca nascem
nas noites que as estrelas morrem
Noites de lua-meia são sem estrelas
Em noites de lua-meia a noite chega apressada
Num instante você desaparece na névoa fria,
escurecendo o breu da minha madrugada,
cegando a claridade do meu dia,
angustiando minha agonia desesperada
Em noites de lua-meia as estrelas caem
Distrações insossas sempre vêm à toa
Logo vejo o jeito que seus olhos me vêem,
como quem olha um erro e perdoa,
como quem pensa sempre mais além
nas noites que as estrelas caem
Noites de lua-meia são sem estrelas
Em noites de lua-meia as estrelas morrem
Aparecem lembranças medonhas
nas quais suas luzes desaparecem,
e que são lembranças tão tristonhas
de que alguns amores nunca nascem
nas noites que as estrelas morrem
Noites de lua-meia são sem estrelas
Em noites de lua-meia a noite chega apressada
Num instante você desaparece na névoa fria,
escurecendo o breu da minha madrugada,
cegando a claridade do meu dia,
angustiando minha agonia desesperada
Noites sem lua
Noites sem lua são cheias de brumas
Em noites sem lua uma estrela cintila
Povoam feito remanso de águas turvas
reminiscências dos vestígios dos meus dias
Voam para um canto acima das nuvens
resquícios da minha consciência viva
nas noites que uma estrela cintila
Noites sem lua são cheias de brumas
Em noites sem lua uma estrela cintila
Aparece o tempo num quadro de moldura
e o ontem ficou longe no passado de uma vida
o hoje é um longo trecho de noite escura
e o amanhã não chega com as manhãs dos dias
nas noites que uma estrela cintila
Noites sem lua são cheias de brumas
Em noites sem lua a noite chega serena
Num instante tudo que estava escondido se revela
mostrando o que estava oculto desde o princípio das eras
quando tudo desvanece com o fim na morte terrenaquando tudo incandesce
Em noites sem lua uma estrela cintila
Povoam feito remanso de águas turvas
reminiscências dos vestígios dos meus dias
Voam para um canto acima das nuvens
resquícios da minha consciência viva
nas noites que uma estrela cintila
Noites sem lua são cheias de brumas
Em noites sem lua uma estrela cintila
Aparece o tempo num quadro de moldura
e o ontem ficou longe no passado de uma vida
o hoje é um longo trecho de noite escura
e o amanhã não chega com as manhãs dos dias
nas noites que uma estrela cintila
Noites sem lua são cheias de brumas
Em noites sem lua a noite chega serena
Num instante tudo que estava escondido se revela
mostrando o que estava oculto desde o princípio das eras
quando tudo desvanece com o fim na morte terrenaquando tudo incandesce
Nuvens de veludo
Chuvisco fino preenche o ar
tempestade leste prestes a quebrar
gotinhas finas brilham no crepúsculo
e pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Seu rosto fica nítido nas gotinhas prateadas
com seus dois olhos fitos de jabuticaba
que ofuscam a tosca luz do lusco-fusco
e pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Suas longas mechas na chuva
dependuradas como cachos de uva
feito um grande buquê de flores e frutos
penduram de pedúnculos das nuvens de veludo
Caem feito véu de um arco-íris adunco
anjos que escorregam fazendo escarcéu
antes da tempestade no céu de fim de mundo
e pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Seus olhos fazem dois furos no céu cizudo
e eu espero em campo aberto você chegar
enquanto clarões racham o escuro em dois mundos
e pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Meu interior era todo feito de ferro e aço
que você derreteu com seu toque sagrado
e revolveu meus sentimentos mais ocultos
que pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Tudo está ficando escuro na cortina da chuva
aparece a imagem embaçada do seu manto
tudo que vejo é apenas o perfil do seu vulto
descendo os degraus das nuvens de veludo
E a tempestade leste cresce sobre mim
como uma onda gigantesca que escurece tudo
você vem e me segura com suas mãos de luva
e me leva para cima nas nuvens de veludo
tempestade leste prestes a quebrar
gotinhas finas brilham no crepúsculo
e pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Seu rosto fica nítido nas gotinhas prateadas
com seus dois olhos fitos de jabuticaba
que ofuscam a tosca luz do lusco-fusco
e pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Suas longas mechas na chuva
dependuradas como cachos de uva
feito um grande buquê de flores e frutos
penduram de pedúnculos das nuvens de veludo
Caem feito véu de um arco-íris adunco
anjos que escorregam fazendo escarcéu
antes da tempestade no céu de fim de mundo
e pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Seus olhos fazem dois furos no céu cizudo
e eu espero em campo aberto você chegar
enquanto clarões racham o escuro em dois mundos
e pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Meu interior era todo feito de ferro e aço
que você derreteu com seu toque sagrado
e revolveu meus sentimentos mais ocultos
que pulam em impulsos nas nuvens de veludo
Tudo está ficando escuro na cortina da chuva
aparece a imagem embaçada do seu manto
tudo que vejo é apenas o perfil do seu vulto
descendo os degraus das nuvens de veludo
E a tempestade leste cresce sobre mim
como uma onda gigantesca que escurece tudo
você vem e me segura com suas mãos de luva
e me leva para cima nas nuvens de veludo
O reflexo do seu olhar está longe
O reflexo do seu olhar está longe
O reflexo do seu olhar ofusca o sol
O reflexo do seu olhar não esconde
O reflexo do seu olhar está triste e só
O reflexo do seu olhar está triste e só
O reflexo do seu olhar ofusca o sol
O reflexo do seu olhar não esconde
O reflexo do seu olhar está triste e só
O reflexo do seu olhar está triste e só
O repouso dos festeiros
Chico Buarque exibe um largo sorriso para noite que se anuncia,
de uma maneira que encanta
Vinicius de Moraes, de olhos arregalados, é amigo da boemia,
analisa a lua lisa e as estrelas numa imensa dança
Tom Jobim alinha sua gravata da melhor maneira que podia,
ajustando seu terno para a hora da festança
A voz que ecoa é de um Buarque de alma e alegria,
que se perde no vazio e esparrama pelo chao
O poema quem vai recitando é um Moraes de fantasia,
exaltando a mulher como a mais bela criação
A fumaça do cigarro é de um Jobim de espírito e nostalgia,
entregue às divagações e pensando na mais bela canção
A madrugada testemunha desencontros
e tem a tristeza como filha
A lua é a dama da noite
e é a que mais brilha
O silêncio é o que restou afinal,
e o sol vem para acabar com a festa geral
O vazio e as mesas duras e nuas são fim de festa
Chico Buarque exibe um meio sorriso beatífico
Vinicius de Moraes, de olhos semicerrados, vagamente cesta
e decola para os campos oníricos
Tom Jobim, com a gravata fora do colarinho enlaçando o pescoço,
já vagueia nas nuvens num delicioso repouso,
sugere seu modo de olhar fosco,
sobre as quais já flutuam Buarque e Moraes num sono profundo gostoso.
de uma maneira que encanta
Vinicius de Moraes, de olhos arregalados, é amigo da boemia,
analisa a lua lisa e as estrelas numa imensa dança
Tom Jobim alinha sua gravata da melhor maneira que podia,
ajustando seu terno para a hora da festança
A voz que ecoa é de um Buarque de alma e alegria,
que se perde no vazio e esparrama pelo chao
O poema quem vai recitando é um Moraes de fantasia,
exaltando a mulher como a mais bela criação
A fumaça do cigarro é de um Jobim de espírito e nostalgia,
entregue às divagações e pensando na mais bela canção
A madrugada testemunha desencontros
e tem a tristeza como filha
A lua é a dama da noite
e é a que mais brilha
O silêncio é o que restou afinal,
e o sol vem para acabar com a festa geral
O vazio e as mesas duras e nuas são fim de festa
Chico Buarque exibe um meio sorriso beatífico
Vinicius de Moraes, de olhos semicerrados, vagamente cesta
e decola para os campos oníricos
Tom Jobim, com a gravata fora do colarinho enlaçando o pescoço,
já vagueia nas nuvens num delicioso repouso,
sugere seu modo de olhar fosco,
sobre as quais já flutuam Buarque e Moraes num sono profundo gostoso.
Palácios de mármore
Talvez seja o pé de caqui no quintal
Cujos frutos de um outono maduro
Pendem como bolas pingentes de natal
Ou pode ser de madrugada no escuro
Que você vem na névoa fina de mármore
e envolve e pousa na copa das árvores
São nas pequenas rolinhas no chão varrido
Que você enfeita o quintal nos dias de sol
E a privamera deita um tom mais colorido
Ou é no vôo de um pequeno rouxinol
Que você vem na brisa fina de mármore
e sopra e sacode a copa das árvores
Até no inverno que exauri restaura a vida
E o verão chega quando o novo amanhece
E tudo se renova nos pés miúdos da Sofia
E os frutos dos caquis graúdos amadurecem
Que você vem na névoa fina de mármore
e envolve e pousa na copa das árvores
Eu não posso ver ou te tocar
Mas sinto teu sopro na ponta dos dedos
E sua presença está em todo lugar
No vento que oscila as folhas do arvoredo
Que você vem na brisa fina de mármore
e sopra e sacode a copa das árvores
Eu olho para o leste, eu olho para o oeste
As estações passaram e você passou para outra estação
Que eu lembro quando vejo o azul celeste
Com os meus pés cravados no chão
E lá deve haver finos palácios de mármore
e os anjos pousam na copa das árvores
Cujos frutos de um outono maduro
Pendem como bolas pingentes de natal
Ou pode ser de madrugada no escuro
Que você vem na névoa fina de mármore
e envolve e pousa na copa das árvores
São nas pequenas rolinhas no chão varrido
Que você enfeita o quintal nos dias de sol
E a privamera deita um tom mais colorido
Ou é no vôo de um pequeno rouxinol
Que você vem na brisa fina de mármore
e sopra e sacode a copa das árvores
Até no inverno que exauri restaura a vida
E o verão chega quando o novo amanhece
E tudo se renova nos pés miúdos da Sofia
E os frutos dos caquis graúdos amadurecem
Que você vem na névoa fina de mármore
e envolve e pousa na copa das árvores
Eu não posso ver ou te tocar
Mas sinto teu sopro na ponta dos dedos
E sua presença está em todo lugar
No vento que oscila as folhas do arvoredo
Que você vem na brisa fina de mármore
e sopra e sacode a copa das árvores
Eu olho para o leste, eu olho para o oeste
As estações passaram e você passou para outra estação
Que eu lembro quando vejo o azul celeste
Com os meus pés cravados no chão
E lá deve haver finos palácios de mármore
e os anjos pousam na copa das árvores
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas de pedras
Nas esquinas sombras de espreita
Sussuram num canto um poético tagarelar
sob a fraca luminosidade candeeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
É pelo deserto das ruas a perambular
Que sombras solitárias de espreita
Sussurram um poético tagarelar
relembrando amores de uma saudosa maneira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas o amor a torturar
Sombras solitárias de espreita
Mas, na poesia envolta no ar,
amores viram luzes verdadeiras
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas novos passos a ecoar.
Renovam-se as mesas de madeira,
renovam-se almas de poético tagarelar
sob a mesma luminosidade candeeira
Quando subimos pro alto feito poesias a rimar
Do deserto do céu caímos pra iluminar,
feito luzes de rimas candeeiras,
as novas almas de poético tagarelar
ao redor de uma mesa de madeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
De certo é fácil o amor brotar
diante de uma mesa cheia
de quatro almas de poético tagarelar
sobre luzes de rimas de candeia
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
É pelo deserto das ruas a perambular
ou é diante de uma mesa de madeira
que quatro almas de poético tagarelar
relembram amores de uma saudosa maneira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
A crueldade dos tempos não pode apagar,
diante de uma mesa cheia
de quatro almas de poético tagarelar,
a claridade dos amores na minha veia
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas o amor a torturar
quatro almas diante de uma mesa de madeira
Mas, na poesia envolta no ar,
amores viram luzes verdadeiras
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
É verdade, parando para pensar,
que a infância centelha o primeiro sinal,
que acende o poético tagarelar,
que cabe às boas almas levarem até o final
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas novos passos a ecoar.
Renovam-se as mesas de madeira,
renovam-se almas de poético tagarelar
sob a mesma luminosidade candeeira
Quando subimos pro alto feito poesias a rimar
De certo para o amor resgatar
ao redor de uma mesa cheia
de novas almas de poético tagarelar
sobre antigas luzes de rimas de candeia,
é que caímos do céu feito poesias a rimar
Do deserto do céu caímos pra iluminar,
feito luzes de rimas candeeiras,
as novas almas de poético tagarelar
ao redor de uma mesa de madeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Nas esquinas sombras de espreita
Sussuram num canto um poético tagarelar
sob a fraca luminosidade candeeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
É pelo deserto das ruas a perambular
Que sombras solitárias de espreita
Sussurram um poético tagarelar
relembrando amores de uma saudosa maneira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas o amor a torturar
Sombras solitárias de espreita
Mas, na poesia envolta no ar,
amores viram luzes verdadeiras
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas novos passos a ecoar.
Renovam-se as mesas de madeira,
renovam-se almas de poético tagarelar
sob a mesma luminosidade candeeira
Quando subimos pro alto feito poesias a rimar
Do deserto do céu caímos pra iluminar,
feito luzes de rimas candeeiras,
as novas almas de poético tagarelar
ao redor de uma mesa de madeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
De certo é fácil o amor brotar
diante de uma mesa cheia
de quatro almas de poético tagarelar
sobre luzes de rimas de candeia
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
É pelo deserto das ruas a perambular
ou é diante de uma mesa de madeira
que quatro almas de poético tagarelar
relembram amores de uma saudosa maneira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
A crueldade dos tempos não pode apagar,
diante de uma mesa cheia
de quatro almas de poético tagarelar,
a claridade dos amores na minha veia
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas o amor a torturar
quatro almas diante de uma mesa de madeira
Mas, na poesia envolta no ar,
amores viram luzes verdadeiras
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
É verdade, parando para pensar,
que a infância centelha o primeiro sinal,
que acende o poético tagarelar,
que cabe às boas almas levarem até o final
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Pelo deserto das ruas novos passos a ecoar.
Renovam-se as mesas de madeira,
renovam-se almas de poético tagarelar
sob a mesma luminosidade candeeira
Quando subimos pro alto feito poesias a rimar
De certo para o amor resgatar
ao redor de uma mesa cheia
de novas almas de poético tagarelar
sobre antigas luzes de rimas de candeia,
é que caímos do céu feito poesias a rimar
Do deserto do céu caímos pra iluminar,
feito luzes de rimas candeeiras,
as novas almas de poético tagarelar
ao redor de uma mesa de madeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar
Quantas vezes
Quantas vezes
eu acharia teu caminho
e pisaria o teu chão
eu seria triste e sozinho
a noite me flagraria na total solidão
Quantas vezes
meu sol despencaria
e a tempestade também
eu sozinho me perderia
com os olhos voltados pro além
Quantas vezes
meu céu desabaria
minha madrugada escutaria cada trovão
a chuva cairia
nem o relâmpago iluminaria minha visão
Quantas vezes
eu provaria da verdade nua
não seria tão bonita a garça
eu não mais veria a lua
o universo não teria graça
Quantas vezes
a neve não seria tão macia
o deserto seria mais seco
o mar não mais existiria
minha estrela sumiria num beco
Quantas vezes
depois do inverno não viria a primavera
o mar secaria por inteiro
minha alma cairia na mais profunda cratera
mesmo assim, para seu colo eu correria ligeiro
eu acharia teu caminho
e pisaria o teu chão
eu seria triste e sozinho
a noite me flagraria na total solidão
Quantas vezes
meu sol despencaria
e a tempestade também
eu sozinho me perderia
com os olhos voltados pro além
Quantas vezes
meu céu desabaria
minha madrugada escutaria cada trovão
a chuva cairia
nem o relâmpago iluminaria minha visão
Quantas vezes
eu provaria da verdade nua
não seria tão bonita a garça
eu não mais veria a lua
o universo não teria graça
Quantas vezes
a neve não seria tão macia
o deserto seria mais seco
o mar não mais existiria
minha estrela sumiria num beco
Quantas vezes
depois do inverno não viria a primavera
o mar secaria por inteiro
minha alma cairia na mais profunda cratera
mesmo assim, para seu colo eu correria ligeiro
Quanto tempo
Quanto tempo
quanto tempo já faz
quanto tempo você me satisfaz
quanto tempo até você ver
que me forçando era perda de tempo
quanto tempo
Quanto tempo
quanto tempo você vai aceitar minhas mãos
quanto tempo até você me dizer não
quanto tempo antes de você perceber
que tudo não foi perda de tempo
quanto tempo
Quanto tempo
quanto tempo você vai me dizer que me acha demais
quanto tempo vai levar até você não querer mais
quanto tempo até você perceber
que nos encontraremos em outros tempos
quanto tempo
quanto tempo já faz
quanto tempo você me satisfaz
quanto tempo até você ver
que me forçando era perda de tempo
quanto tempo
Quanto tempo
quanto tempo você vai aceitar minhas mãos
quanto tempo até você me dizer não
quanto tempo antes de você perceber
que tudo não foi perda de tempo
quanto tempo
Quanto tempo
quanto tempo você vai me dizer que me acha demais
quanto tempo vai levar até você não querer mais
quanto tempo até você perceber
que nos encontraremos em outros tempos
quanto tempo
Se você a vir, diga olá (Bod Dylan)
Se você a vir, diga olá
(Bob Dylan)
Se você a vir, diga olá. Ela deve estar bem.
Ela partiu na primavera, mas esqueceu de alguém.
Diga que vou levando, apesar das coisas irem devagar.
Ela pode estar pensando que eu a esqueci,
mas sua imagem ainda posso me lembrar.
Nós escorregamos às vezes, como amantes sempre farão.
E pensar em como ela se foi, faz doer a solidão.
E embora aquela noite tenha se quebrado em pedaços pelo chão,
ela ainda vive dentro de mim em fragmentos que vêm e vão.
Alguém pode se aproximar e até beijá-la.
Ainda assim, ela sentirá minhas mãos acariciá-la.
Se ela quiser ser feliz, não ficarei no caminho.
Mas quando a saudade apertar e endurecer,
ela poderá resgatar nosso passado macio.
Eu sinto noites e noites de ansiedade
e escuto o nome dela quando passo de cidade em cidade.
Nunca me acostumei a isto, só aprendi a não pensar.
Talvez eu seja muito sensível ou então estou começando a ficar.
Sol poente, Sol nascente, eu recordo o passado.
Nossas vidas não enlaçavam como colcha de retalhos.
Se ela passar por aqui, não sou difícil de achar.
Se ela passar por aqui, diga que ela pode me verse ela tiver um tempo pra gastar
(Bob Dylan)
Se você a vir, diga olá. Ela deve estar bem.
Ela partiu na primavera, mas esqueceu de alguém.
Diga que vou levando, apesar das coisas irem devagar.
Ela pode estar pensando que eu a esqueci,
mas sua imagem ainda posso me lembrar.
Nós escorregamos às vezes, como amantes sempre farão.
E pensar em como ela se foi, faz doer a solidão.
E embora aquela noite tenha se quebrado em pedaços pelo chão,
ela ainda vive dentro de mim em fragmentos que vêm e vão.
Alguém pode se aproximar e até beijá-la.
Ainda assim, ela sentirá minhas mãos acariciá-la.
Se ela quiser ser feliz, não ficarei no caminho.
Mas quando a saudade apertar e endurecer,
ela poderá resgatar nosso passado macio.
Eu sinto noites e noites de ansiedade
e escuto o nome dela quando passo de cidade em cidade.
Nunca me acostumei a isto, só aprendi a não pensar.
Talvez eu seja muito sensível ou então estou começando a ficar.
Sol poente, Sol nascente, eu recordo o passado.
Nossas vidas não enlaçavam como colcha de retalhos.
Se ela passar por aqui, não sou difícil de achar.
Se ela passar por aqui, diga que ela pode me verse ela tiver um tempo pra gastar
Simples história de amor
Eles sentavam juntos no banco da praça
no fim da tarde, olhando o povo que passa.
Trocavam olhares de graça
que tocavam seu coração
e cravejado de solidão,
desejou voltar àquilo tudo que já passou
e reviver uma simples história de amor.
Eles andavam juntos pelo velho caminho.
De longe, avistaram um bicho pequenino
revolvendo gravetos, fazendo ninho
com o sol da manhã batendo naquelas asas.
Ele se sentiu sozinho na imensidão da sua casa
e tentando esquecer qualquer tipo de dor,
pensou numa simples história de amor.
Um violão de algum lugar longe tocava,
uma melodia triste no ar se desmanchava.
Uma luz projetou o vulto escuro de uma sombra
que ele imaginou como sendo a silhueta dela.
Ele depositou sua única moeda numa tigela
de um pobre velhinho cego, que lhe deu uma flor,
que o fez recordar uma simples história de amor.
Ele não acordou quando ela partiu na madrugada
Na cama desarrumada não viu a nota deixada.
Pela manhã, sentindo o vácuo do quarto,
abriu a janela da suspensa sacada que dá para a rua,
sentiu na flanela molhada de lágrima que ela era sua,
um sentimento de beijá-la e sentir seu calor
e se aquecer numa simples história de amor.
Ele percebe o tempo vagamente passando.
Versos tristes um poeta desvalido vai recitando.
No beco dos soluços, soluços de um palhaço chorando,
que o faz pensar sobre felicidade,
que isto não existe, que não é verdade.
Lá no horizonte é triste o sol se pôr.
Lá longe, uma simples história de amor.
As pessoas dizem que é sorte
saber amar e ter alguém como norte.
Mas quando não se tem nada, tem que ser forte.
O tempo passou e não volta ao que era.
Ela nasceu numa calorosa colorida primavera,
para uma simples história de amor predestinada.
Ele nasceu tarde, numa nebulosa exaurida invernada,
numa outra época, num dia sem cor,
sem uma simples história de amor.
no fim da tarde, olhando o povo que passa.
Trocavam olhares de graça
que tocavam seu coração
e cravejado de solidão,
desejou voltar àquilo tudo que já passou
e reviver uma simples história de amor.
Eles andavam juntos pelo velho caminho.
De longe, avistaram um bicho pequenino
revolvendo gravetos, fazendo ninho
com o sol da manhã batendo naquelas asas.
Ele se sentiu sozinho na imensidão da sua casa
e tentando esquecer qualquer tipo de dor,
pensou numa simples história de amor.
Um violão de algum lugar longe tocava,
uma melodia triste no ar se desmanchava.
Uma luz projetou o vulto escuro de uma sombra
que ele imaginou como sendo a silhueta dela.
Ele depositou sua única moeda numa tigela
de um pobre velhinho cego, que lhe deu uma flor,
que o fez recordar uma simples história de amor.
Ele não acordou quando ela partiu na madrugada
Na cama desarrumada não viu a nota deixada.
Pela manhã, sentindo o vácuo do quarto,
abriu a janela da suspensa sacada que dá para a rua,
sentiu na flanela molhada de lágrima que ela era sua,
um sentimento de beijá-la e sentir seu calor
e se aquecer numa simples história de amor.
Ele percebe o tempo vagamente passando.
Versos tristes um poeta desvalido vai recitando.
No beco dos soluços, soluços de um palhaço chorando,
que o faz pensar sobre felicidade,
que isto não existe, que não é verdade.
Lá no horizonte é triste o sol se pôr.
Lá longe, uma simples história de amor.
As pessoas dizem que é sorte
saber amar e ter alguém como norte.
Mas quando não se tem nada, tem que ser forte.
O tempo passou e não volta ao que era.
Ela nasceu numa calorosa colorida primavera,
para uma simples história de amor predestinada.
Ele nasceu tarde, numa nebulosa exaurida invernada,
numa outra época, num dia sem cor,
sem uma simples história de amor.
Vida que vem, Vida que vai
Vento que vem
Vento que vai
Vento que traz a chuva que cai
Chuva que enche o fundo do mar
Mar que tem toda a água
que você pode chorar
Seu jeito meigo
Seu jeito manso
O jeito manso dos seus olhos brandos
Olhos que enchem o fundo do meu olhar
Meu olhar que tem toda a luz
que pode te iluminar
Água doce
É água de rio
Água de rio está por um fio
Água de rio que enche o fundo do mar
Mar que tem toda a água
que você pode chorar
Flores brancas
Flores azuis
Flores azuis nos dias de luz
Luz que enche o fundo do meu olhar
Meu olhar que tem toda a luz
que pode te iluminar
Vida que vem
Vida que vai
Vida que leva e vida que traz
Vida que une o raso do céu e o fundo do mar
Céu que me enviou uma estrela
pelas leves ondas do mar
Vento que vai
Vento que traz a chuva que cai
Chuva que enche o fundo do mar
Mar que tem toda a água
que você pode chorar
Seu jeito meigo
Seu jeito manso
O jeito manso dos seus olhos brandos
Olhos que enchem o fundo do meu olhar
Meu olhar que tem toda a luz
que pode te iluminar
Água doce
É água de rio
Água de rio está por um fio
Água de rio que enche o fundo do mar
Mar que tem toda a água
que você pode chorar
Flores brancas
Flores azuis
Flores azuis nos dias de luz
Luz que enche o fundo do meu olhar
Meu olhar que tem toda a luz
que pode te iluminar
Vida que vem
Vida que vai
Vida que leva e vida que traz
Vida que une o raso do céu e o fundo do mar
Céu que me enviou uma estrela
pelas leves ondas do mar
Grandes Sinos (poema em homenagem ao Gugu, sobrinho)
Eu segurei você em meus braços
Quando você ainda cambaleava
E quando eu dava um você dava três passos
Que Deus ilumine por onde você passe
Com luminosos vaga-lumes noturnos angelicais
E que você siga sempre no caminho da luz e da verdade
E seus sonhos realidade se tornem
E seu sorriso permaneça sempre jovem
Eu cantarolei na beira do seu berço
E suas pálpebras sonolentas pesavam
E seus olhos vibravam entre apagados e acesos
Que Deus ilumine todos os seus desejos
E que sejam límpidos e puros como os cristais
E as asas dos seus sonhos possam voar de verdade
E ir muito mais alto que as nuvens
E seu sorriso permaneça sempre jovem
Eu estava no dia do seu batismo
Quando a aurora rompeu com uma leve brisa
Naquela que foi uma missa matutina de grandes sinos
E as águas pingaram e seus olhos se abriram
E seus cílios brilharam na luz das velas dos castiçais
E que você seja rodeado de grandes amigos de verdade
E quando o tempo te transformar em homem
Que você conserve seu sorriso sempre jovem
Eu vi as primeiras lágrimas do seu choro
Mas vi o primeiro sorriso encher de vida
As linhas que ainda se formavam em seu rosto
Que Deus coloque as mãos em seu ombro
E você seja rodeado de anjos da guarda celestiais
E tenha paz no coração e fé no espírito, de verdade
E orne com grandes luzes sua fronte
E seu sorriso permaneça sempre jovem
Eu estava ao seu lado quando você veio ao mundo
No que foi o começo de tudo
Augusto foi seu nome, e seu nome sempre será Augusto
Que você tenha seu coração sempre alegre e puro
E você enfrente com coragem os dias difíceis
E que seus dias sejam felizes e repletos de verdade
E que Deus ilumine o resto do seu nomeE seu sorriso permaneça sempre jovem
Quando você ainda cambaleava
E quando eu dava um você dava três passos
Que Deus ilumine por onde você passe
Com luminosos vaga-lumes noturnos angelicais
E que você siga sempre no caminho da luz e da verdade
E seus sonhos realidade se tornem
E seu sorriso permaneça sempre jovem
Eu cantarolei na beira do seu berço
E suas pálpebras sonolentas pesavam
E seus olhos vibravam entre apagados e acesos
Que Deus ilumine todos os seus desejos
E que sejam límpidos e puros como os cristais
E as asas dos seus sonhos possam voar de verdade
E ir muito mais alto que as nuvens
E seu sorriso permaneça sempre jovem
Eu estava no dia do seu batismo
Quando a aurora rompeu com uma leve brisa
Naquela que foi uma missa matutina de grandes sinos
E as águas pingaram e seus olhos se abriram
E seus cílios brilharam na luz das velas dos castiçais
E que você seja rodeado de grandes amigos de verdade
E quando o tempo te transformar em homem
Que você conserve seu sorriso sempre jovem
Eu vi as primeiras lágrimas do seu choro
Mas vi o primeiro sorriso encher de vida
As linhas que ainda se formavam em seu rosto
Que Deus coloque as mãos em seu ombro
E você seja rodeado de anjos da guarda celestiais
E tenha paz no coração e fé no espírito, de verdade
E orne com grandes luzes sua fronte
E seu sorriso permaneça sempre jovem
Eu estava ao seu lado quando você veio ao mundo
No que foi o começo de tudo
Augusto foi seu nome, e seu nome sempre será Augusto
Que você tenha seu coração sempre alegre e puro
E você enfrente com coragem os dias difíceis
E que seus dias sejam felizes e repletos de verdade
E que Deus ilumine o resto do seu nomeE seu sorriso permaneça sempre jovem
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