Quando poesias caem da noite sem se quebrar

Pelo deserto das ruas de pedras
Nas esquinas sombras de espreita
Sussuram num canto um poético tagarelar
sob a fraca luminosidade candeeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar

É pelo deserto das ruas a perambular
Que sombras solitárias de espreita
Sussurram um poético tagarelar
relembrando amores de uma saudosa maneira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar

Pelo deserto das ruas o amor a torturar
Sombras solitárias de espreita
Mas, na poesia envolta no ar,
amores viram luzes verdadeiras
Quando poesias caem da noite sem se quebrar

Pelo deserto das ruas novos passos a ecoar.
Renovam-se as mesas de madeira,
renovam-se almas de poético tagarelar
sob a mesma luminosidade candeeira
Quando subimos pro alto feito poesias a rimar

Do deserto do céu caímos pra iluminar,
feito luzes de rimas candeeiras,
as novas almas de poético tagarelar
ao redor de uma mesa de madeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar



De certo é fácil o amor brotar
diante de uma mesa cheia
de quatro almas de poético tagarelar
sobre luzes de rimas de candeia
Quando poesias caem da noite sem se quebrar

É pelo deserto das ruas a perambular
ou é diante de uma mesa de madeira
que quatro almas de poético tagarelar
relembram amores de uma saudosa maneira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar

A crueldade dos tempos não pode apagar,
diante de uma mesa cheia
de quatro almas de poético tagarelar,
a claridade dos amores na minha veia
Quando poesias caem da noite sem se quebrar

Pelo deserto das ruas o amor a torturar
quatro almas diante de uma mesa de madeira
Mas, na poesia envolta no ar,
amores viram luzes verdadeiras
Quando poesias caem da noite sem se quebrar

É verdade, parando para pensar,
que a infância centelha o primeiro sinal,
que acende o poético tagarelar,
que cabe às boas almas levarem até o final
Quando poesias caem da noite sem se quebrar

Pelo deserto das ruas novos passos a ecoar.
Renovam-se as mesas de madeira,
renovam-se almas de poético tagarelar
sob a mesma luminosidade candeeira
Quando subimos pro alto feito poesias a rimar

De certo para o amor resgatar
ao redor de uma mesa cheia
de novas almas de poético tagarelar
sobre antigas luzes de rimas de candeia,
é que caímos do céu feito poesias a rimar

Do deserto do céu caímos pra iluminar,
feito luzes de rimas candeeiras,
as novas almas de poético tagarelar
ao redor de uma mesa de madeira
Quando poesias caem da noite sem se quebrar