Minha Brisa sopra em silêncio
na mais pura inocência
Eu sei que ela é de verdade
pois ela é cálida por fogo
e gélida por jogo de vaidade
As flores no meu jardim são para conquistá-la
que oscilam em promessas com o passar das horas
que mostram em festa o quê minha pele aflora
que jogam pétalas de flores ao céu arejado
mas nada disso e nada mais pode comprá-la.
Minha Brisa sopra suavemente
com bondade permanente
Eu sei que ela é fascinante
pois ela é fugaz, branda e esvoaçante
lançando à toa seus cabelos serpenteantes
Os cata-ventos nos campos são para agarrá-la
no entanto ela passa alta em ventania
voando na asa d´um vendaval furioso à revelia
quando vasa de chofre salta no céu arejado
mas nada disso e nada mais pode pará-la.
Minha Brisa sopra cantando
doces acalantos vão me guiando
Ela tem contornos maravilhosos
e gera um ciclone entre o céu e o solo
que projeta o charme de sua silhueta em meus olhos
Ela dança num vaivém de uma brisa nordestina
Seu sopro doce é como se fosse um toque de mulher
o zumbido de seu vento é um gemido de mulher
quando se desvanece de chofre no céu arejado
se desfaz e tece a face de uma menina.