Noites sem lua são cheias de brumas
Em noites sem lua uma estrela cintila
Povoam feito remanso de águas turvas
reminiscências dos vestígios dos meus dias
Voam para um canto acima das nuvens
resquícios da minha consciência viva
nas noites que uma estrela cintila
Noites sem lua são cheias de brumas
Em noites sem lua uma estrela cintila
Aparece o tempo num quadro de moldura
e o ontem ficou longe no passado de uma vida
o hoje é um longo trecho de noite escura
e o amanhã não chega com as manhãs dos dias
nas noites que uma estrela cintila
Noites sem lua são cheias de brumas
Em noites sem lua a noite chega serena
Num instante tudo que estava escondido se revela
mostrando o que estava oculto desde o princípio das eras
quando tudo desvanece com o fim na morte terrenaquando tudo incandesce